Taxação de Trump é política, mas ‘não tem nada a ver com a família Bolsonaro’, diz economista
Para Miguel Daoud, Donald Trump ‘quer colocar o Brasil sob suas asas’
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (15) um novo tarifaço contra o Brasil, que entrará em vigor em uma semana (22). Taxas de 25% foram impostas sobre recursos importantes, como açúcar, maquinários agrícolas industriais e etanol, porém 2.100 produtos ficaram de fora da lista. Mercadorias como café solúvel, suco de laranja, carne e mel orgânico não foram afetadas.
“É uma punição seletiva. Aquilo que convém para o governo americano, ele simplesmente deixou fora da tarifa”, analisou o economista Miguel Daoud, que discordou das análises de outros especialistas sobre a atuação do governo durante as negociações. Para Daoud, o tarifaço era um evento inevitável. “A família Bolsonaro entrou de gaiato nesse navio aí, porque [...] sem a família, o Trump faria isso”.
“Tem alguns que fazem comparações: ‘A Inglaterra negociou, o Japão negociou, a Europa negociou’, só que eles negociaram o que eles tinham. [...] O Brasil há alguns anos vinha sendo deficitário em relação aos Estados Unidos. Nós vamos negociar o quê? A questão do Pix? Porque isso estaria fora de cogitação”, afirmou o economista durante o Conexão Record News desta quinta (16).
“Porque, na realidade, ele [Trump] quer colocar rédeas no Brasil, porque o Brasil hoje está tendo uma inserção global muito grande. No Sul Global, o Brasil está abrindo mercados; o Brasil tem as terras raras. E alguns falam: ‘Mas o Brasil não deu as terras raras’. Como não deu? A única coisa que o Brasil tinha, ele vendeu por uma empresa americana”, completou.
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