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Tempo está acabando para a Argentina, dizem credores

Novo calote pressionaria a economia do país e fecharia fontes de financiamento externo

Economia|Do R7

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Aviso publicado nos principais jornais argentinos diz que o governo parece preferir um novo calote ao invés de negociar com credores
Aviso publicado nos principais jornais argentinos diz que o governo parece preferir um novo calote ao invés de negociar com credores

A Argentina caminha para um doloroso calote se continuar resistindo a negociar um acordo com os credores que não aceitaram as reestruturações da dívida soberana do país, advertiu nesta quarta-feira (16) a associação que reúne os fundos que lideram o processo.

A ATFA (American Task Force Argentina) disse em aviso publicado nos principais jornais do país que o governo da presidente Cristina Kirchner parece preferir um novo calote ao invés de negociar com credores. Determinação da Justiça norte-americana concede a eles o pagamento de US$ 1,33 bilhão mais juros.


A Argentina tem até 30 de julho para evitar o segundo default desde 2002, quando vence o prazo para cancelar os juros do "dicount bond" emitido sob legislação estrangeira.

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Um calote pressionaria a economia argentina, que já se encontra em recessão, e fecharia as poucas fontes de financiamento externo que ela tem. As reservas internacionais do banco central da Argentina estão estancadas, após caírem 30% no ano passado.


"O tempo se esgota para a Argentina. Tem até o fim deste mês para chegar a acordo com seus credores", disse a ATFA.

— Esses credores têm solicitado em reiteradas ocasiões reunirem-se com as autoridades argentinas, mas estas se negam.


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O juiz norte-americano Thomas Griesa bloqueou o pagamento do bônus até que a Argentina pague os fundos liderados pelo NLP Capital e pelo Aurelius Capital Management e designou um mediador para destravar as discussões.

Mas a Argentina tem dito que não pode fechar acordo com os credores neste ano porque uma cláusula incluída nas reestruturações de 2005 e 2010, que vence no fim de dezembro, impede que ofereça termos melhores que aos detentores de títulos que participaram dessas operações.

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