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Termina hoje reunião que deve levar a taxa básica de juros ao menor nível em mais de três anos

Mercado estima que a Selic será cortada novamente em 1 ponto percentual, para 10,25% ao ano

Economia|Do R7

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Explicações sobre a decisão será divulgada na próxima terça-feira
Explicações sobre a decisão será divulgada na próxima terça-feira

O Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), define nesta quarta-feira (30) o novo patamar dos juros básicos da economia brasileira. A previsão do mercado financeiro é de que seja estabelecido o sexto corte consecutivo da Selic para os próximos 45 dias.

No último encontro do grupo, realizado no mês de abril, foi decidido de maneira unânime pela redução da taxa em 1 ponto percentual, a 11,25% ao ano.


Economistas ouvidos semanalmente pelo BC apostam que o Copom deve manter o ritmo de redução da Selic e cortar a taxa em 1 ponto percentual, para o patamar de 10,25% ao ano, o que representaria a menor taxa de juros desde janeiro de 2014.

Caso as expectativas sejam confirmadas e a Selic recue, a sinalização é de que a economia brasileira está voltando à estabilidade após a crise que atravessou o País.


Após a definição da nova taxa, marcada para acontecer a partir das 18h, o BC divulga a ata da reunião na terça-feira da semana que vem (6), com as explicações sobre a decisão.

Taxa básica


A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

Em linhas gerais, a Selic é taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.


A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, próxima da meta estabelecida pelo governo, de 4,5%. Isso acontece porque os juros mais altos fazem o crédito ficar mais caro, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

A Selic só influencia o rendimento da poupança quando é igual ou inferior a 8,5% ao ano. Ou seja, com a taxa a 11,25% ao ano vale mais a pena buscar alternativas mais atrativas de investimento.

A reunião

A reunião do Copom ocorre em dois dias. No primeiro, os chefes de departamento apresentam uma análise da conjuntura nacional, com dados sobre a inflação oficial, o nível de atividade econômica, as finanças públicas, a economia internacional, o câmbio, as reservas internacionais, o mercado monetário, entre outros assuntos.

No segundo dia, participam da reunião os diretores e o presidente do BC. O chefe do Departamento de Estudos e Pesquisas também participa, mas sem direito a voto. Após análise da perspectiva para a inflação e das alternativas para definir a Selic, os diretores e o presidente definem a taxa.

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