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Governo tentou vencer pelo cansaço, mas também não saiu vencedor, diz sindicato sobre fim de greve 

Paralisação de professores em SP chegou a 89 dias e foi a mais longa da história

Educação|Do R7

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Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram nesta sexta-feira (12) suspender a greve, que chegou a 89 dias — a mais longa da história. A paralisação terminou sem acordo com o governo Geraldo Alckmin (PSDB). O Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) disse que os docentes devem retomar as atividades na segunda-feira (15). De acordo com a presidente do Apeoesp, Maria Izabel Noronha, "foi uma decisão dolorosa encerrar a greve com zero de reajuste".

A presidente do Apeoesp lamentou que a greve teve de ser suspensa sem um acordo com o governo. Para ela, o corte de salário dos dias não trabalhados foi o que mais pesou para que os docentes decidissem por retornar às aulas.


— Os professores têm responsabilidade, têm família [...] O governo tentou vencer pelo cansaço, mas também não saiu vencedor.

Após várias decisões judiciais sobre a legalidade do corte, prevaleceu a posição favorável ao Estado, de fazer o desconto nos salários. Segundo Maria Izabel, o governo encontrará dificuldades em ter o apoio da categoria. 


— Os professores voltam para a escola cabisbaixos, o governo terá dificuldade em ter apoio da categoria.

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Ainda segundo a presidente da Apeoesp, na última semana, a adesão de professores à paralisação havia caído para 10%. No auge da greve, em abril, o sindicato apontava adesão de 60%, que acabou reduzida para 30% em maio, após os descontos nos salários. 

Proposta

Os professores pediam reajuste de 75,33%, para equiparar o salário ao dos demais profissionais com ensino superior no Estado, nos cálculos do sindicato. O governo Alckmin, que ainda não apresentou nenhuma proposta, disse que só discutirá o aumento salarial em julho, quando o último reajuste completar um ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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