Justiça determina que Metodista reintegre professores demitidos
A decisão foi feita pela juíza Valéria Pedroso de Moraes, da 8ª Vara do Trabalho de São Bernardo do Campo, na região metropolitana
Educação|Plínio Aguiar, do R7, com Stéphanie Nascimento, da Agência Record e Agência Estado

A Justiça do Trabalho determinou a reintegração em até 15 dias de 83 professores demitidos pela Universidade Metodista de São Paulo. A decisão foi feita pela juíza Valéria Pedroso de Moraes, da 8ª Vara do Trabalho de São Bernardo do Campo, na região metropolitana.
As demissões ocorreram em dezembro de 2017 e, desde então, o Sinpro-ABC (Sindicato dos Professores de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul) travam a luta na Justiça para tentar a reintegração. Segundo o sindicato, foram dispensados 83 empregados, sendo 54 docentes universitários e 15 professores do colégio.
A decisão, proferida na última sexta-feira (9), também impõe o pagamento dos salários vencidos, além do 13° salário, das férias e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Caso não seja cumprido, a universidade pode pagar R$ 1 mil por trabalhador por dia.
A juíza explica que a demissão gerou prejuízo aos empregados e aos alunos, mas também causou um impacto social. "Na medida em que gera efeitos aos estudos e pesquisas avançados, ora dispensados maciçamente", afirmou.
Ainda segundo a decisão, "há reflexo na arrecadação de impostos em razão da diminuição de renda e do consumo. O nefasto problema se alastra em uma cadeia de embate atingindo a sociedade como um todo", completou.
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O caso
Ao menos 50 professores da Universidade Metodista de São Paulo foram demitidos após uma mudança na direção da instituição, segundo o Sinpro ABC. Parte dos docentes alegou que as demissões eram uma retaliação a uma ação judicial coletiva. Os professores haviam entrado com o processo porque, desde 2015, estariam recebendo salários atrasados e não têm o fundo de garantia depositado.
A maior parte das demissões ocorreu nos cursos da Escola de Comunicação, Educação e Humanidades. Muitos atuavam em cursos de pós-graduação, o que preocupa estudantes e funcionários, que temem pela continuidade de pesquisas.
Alunos e ex-alunos usaram as redes sociais para lamentar as demissões e manifestar apoio aos professores. Eles também chegaram a protestar contra a demissão coletiva.
A reportagem procurou a Universidade Metodista, que não havia de manifestado até a publicação desta reportagem. O espaço está aberto.














