Para sindicato, repressão da PM durante confronto com alunos e funcionários lembra ditadura
Conflito começou após manifestantes bloquearem portões da universidade
Educação|Do R7

O diretor do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) Magno de Carvalho afirmou, em coletiva na tarde de quarta-feira (20), que o confronto entre a PM e os grevistas foi "uma das maiores repressões da história da universidade".
— Sofremos o nosso maior ataque desde a ditadura.
O Sintusp disse que em março entregou ao reitor suas reivindicações, "sem resposta". A diretora do Diretório Central dos Estudantes Marcela Carbone informou que, em abril, o DCE protocolou pedido de reunião com a reitoria, também sem retorno.
Tanto Sintusp quanto DCE reiteraram que o plano apresentado pelo reitor — que inclui demissão voluntária, transferência de dois hospitais universitários para o Estado e redução de jornada e de salários de servidores — promoverá a "perda de qualidade" da USP.
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Carvalho falou sobre a reunião de quarta-feira à tarde no Tribunal Regional do Trabalho a pedido da reitoria, cujos resultados serão debatidos em assembleia nesta quinta-feira (21), às 10h, em frente à reitoria.
— A Justiça está mandando negociar. Pode ser que o tiro deles (reitoria) saia pela culatra.
Apesar da manifestação, algumas unidades, como a Escola Politécnica, funcionaram normalmente. Outras aderiram à greve, como a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. No início da tarde de quarta-feira, a base comunitária da PM e uma viatura no portão 3, próximo ao Hospital Universitário, eram mantidas.













