Reitores das universidades paulistas querem trocar reajuste por benefícios
USP permanece sem propostas para solucionar a crise e funcionários falam em renúncia do reitor
Educação|Do R7, com Agência Estado

Sem reajuste para professores e funcionários, a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a Unesp (Universidade Estadual Paulista) ofereceram nesta semana melhorias de benefícios e na jornada de trabalho.
Os reitores tentam encerrar logo a greve das categorias, iniciada no dia 27 de maio, mesmo com a manutenção do congelamento do reajuste de salários.
A USP (Universidade de São Paulo), cuja crise financeira foi a que mais pesou no veto ao aumento, não fez propostas. Segundo funcionários em greve, o reitor da USP, Antonio Zago, viaja nesta semana para a Europa.
— Esta postura de fulga no momento de crise profunda está indignando a todos, não só funcionários. Os professores nas unidades [...] fizeram críticas contundentes ao reitor e em toda a Universidade cresce a afirmação de que Zago deve renunciar, diz trecho de nota divulga pelo Sintusp (Sindicato dos Funcionários da USP) na última terça-feira (8).
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Segundo os funcionários, uma reunião entre o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e o fórum de entidades sindicais está marcada para a próxima quarta-feira (16). As entidades sindicais reforçam que não irão discutir pautas específicas das universidades, o que será feito só depois do fim da negociação salarial conjunta, como ocorreu nos últimos anos.
Para professores e funcionários, dividir o debate de propostas fragiliza o movimento. Alunos das três instituições também apoiam a greve, que já dura seis semanas. Os reitores têm pressa de resolver o impasse antes da volta às aulas.
Tentativa
A Unicamp propôs nesta semana, sob condição de término da greve, equiparar os valores do auxílio-refeição dos servidores da instituição com o mesmo benefício recebido pelos funcionários da USP.
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Já a reitoria da Unesp se reuniu anteontem com representantes dos docentes e servidores. A oferta, não aceita, foi de elevar em 41,6% o vale-alimentação.
Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.














