Unicamp cai 14 posições em ranking internacional de jovens universidades
A universidade é a única brasileira na lista das 100 melhores com menos de 50 anos
Educação|Do R7

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) caiu 14 posições no ranking THE (Times Higher Education) que relaciona as 100 melhores universidades com menos de 50 anos ao redor do mundo. A instituição é a única brasileira nesse levantamento internacional e passou da 28ª posição na lista de 2013, para a 42ª colocação neste ano.
Apesar de a USP (Universidade de São Paulo) aparecer em outros rankings do THE, a instituição ficou de fora desse levantamento por ter 80 anos de existência.
A Unicamp também caiu posições entre as 100 universidades que compõem o THE (Times Higher Education) BRICS & Emerging Economies Ranking 2015, passando da 24ª colocação em 2014 para a 27ª, neste ano. O resultado foi publicadoem dezembro do ano passado.
Para Phil Baty, editor do Times Higher Education, é importante considerar que a Unicamp vem perdendo posições no ranking, mas ao menos se mantém entre as 50 melhores.
— O ranking está cheio de instituições de economias em desenvolvimento que têm colocado o ensino superior e a pesquisa no topo da agenda nacional. O Brasil não deve ficar para trás.
Colocações internacionais
A primeira publicação do “THE-100 universidades abaixo de 50 anos” foi feita em 2012. Neste ano, a lista considera apenas instituições fundadas a partir de 1965. Isso significa que muitas universidades que foram criadas em 1964 ficaram de fora da lista.
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Neste ano, a Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, ocupa a primeira posição do ranking, desbancado a Universidade de Ciência e Tecnologia da Coréia do Sul, que ficou no segundo lugar. O Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coréia se mantém na terceira colocação, seguido da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, e da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura — veja lista a seguir.
A Universidade de Califórnia, nos Estados Unidos, lidera o ranking. Entretanto, Os EUA tem apenas sete entre as 100 melhores universidades jovens do ranking. Já o Reino Unido tem 15 e a Austrália tem 16.
Novas e excelentes
Em março deste ano, o THE divulgou um estudo que concluía que as universidades criadas há menos de 50 anos têm subido posições em rankings internacionais de educação de maneira rápida.
Segundo o órgão avaliador, entre as 200 melhores universidades do mundo levantadas em seu ranking anual, há sete jovens instituições que se destacam quanto ao avanço de posições.
Em primeiro lugar está a Universidade Tecnológica de Nanyang, em Sigapura, que subiu 108 posições no THE’s World University Rankings entre os anos de 2011 e 2014. Em seguida, vem a Universidade de Maastricht, na Holanda, que subiu 96 posições no mesmo período. Na terceira colocação, está a Universidade de Warwick, na Inglaterra, que subiu 54 colocações.
Phil Baty afirma que esse tipo de levantamento mostra que as universidades jovens estão desmistificando a ordem antiga, que associava ensino e pesquisa de excelência a universidades mais velhas.
— Universidades com menos de 50 anos têm feito o que outras instituições levaram séculos para fazer. Sem se vale da tradição e da acumulação de outras várias gerações de alunos, essas universidades mais jovens têm sido capazes de causar grande e boa impressão em pouco espaço de tempo. São um exemplo a ser seguido por outras instituições.
Rankings do THE
No início do mês de março, o THE divulgou seu Ranking Internacional de Reputação universitária. A USP (Universidade de São Paulo) é única instituição brasileira na lista, na qual aparece entre a 51ª e a 60ª colocações — em 2014, ela estava entre a 81ª e a 90ª posições.
Em dezembro de 2014, o THE divulgou os resultados do BRICS & Emerging Economies Ranking 2015, no qual a USP ocupa o 10º lugar. Esse ranking avalia a qualidade do ensino oferecido em instituições de 22 países emergentes. A universidade brasileira subiu uma posição com relação à primeira edição do ranking publicada em 2013.
Já na edição 2014 do ranking THE, que utiliza 13 indicadores de desempenho distintos para analisar os pontos fortes das melhores universidades do mundo, a USP aparece entre a colocação 201 e 225, ficando no top 200. Entretanto, a universidade subiu de posição em comparação ao ano de 2013, quando estava entre o 225º e 250º lugar.
O THE’s World University Rankings, que é o principal índice de qualidade das universidades do mundo, é formulado com dados da Thomson Reuters, que utiliza 13 indicadores de desempenho distintos para analisar os pontos fortes das universidades em todas as suas áreas fundamentais (pesquisa, transferência de conhecimento, perspectiva internacional e ambiente de ensino).
Entre os indicadores, destacam-se: reputação de ensino, reputação de pesquisa estudantes de graduação e pós-graduação premiados, renda institucional, citações em pesquisas, quantidade de estudos publicados, estudos publicados com parcerias internacionais e números de intercambistas recebidos.
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