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Eleições 2016
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Prefeito afastado de Montes Claros volta a ser foragido da polícia

Ruy Muniz teve o mandado suspenso por causa do período eleitoral, mas concorre à reeleição

Minas Gerais|Do R7, com Ezequiel Fagundes da Record Minas


Ruy Muniz recorre à Justiça para ter votos reconhecidos
Ruy Muniz recorre à Justiça para ter votos reconhecidos

Pela segunda vez em menos de um mês, o prefeito afastado de Montes Claros, Ruy Muniz, é considerado foragido da Justiça. Ele é acusado de desvios de verbas da cidade. Uma equipe da Polícia Federal esteve na mansão do político na tarde desta terça-feira (4), para prendê-lo, mas ele não foi encontrado.

Com o término do primeiro turno, o mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais contra Muniz passou a ter validade novamente. Mesmo afastado do cargo, ele concorre à reeleição amparado pela legislação eleitoral, que proíbe a prisão de candidatos a 15 dias da eleição, excluindo em casos de flagrante.

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Novamente foragido, Muniz voltará a ser protegido pela lei eleitoral em 15 de outubro. A eleição em Montes Claros, cidade polo do norte de Minas, virou uma novela na Justiça. Nesta terça-feira, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais adiou o julgamento da campanha dele após o juiz pedir mais tempo para analisar um recurso do prefeito afastado.

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Muniz quer concorrer à reeleição sem um candidato a vice, pois o seu ex-parceiro de chapa renunciou à candidatura após Muniz ter se tornado foragido a primeira vez. Como o prazo para troca do vice já havia passado, o TRE cancelou a candidatura em votação unânime. Mas graças a outro recurso, ele acabou participando do primeiro turno, mas não teve os votos contados justamente por causa da ausência de vice. Dessa forma, o candidato Humberto Souto (PPS), venceu a disputa com Muniz no primeiro turno.

O advogado eleitoral José Sad Júnior, representante de Muniz, disse ter protocolado hoje um mandado de segurança na primeira instância em Montes Claros a fim que seu cliente tenha os votos computados e possa participar do segundo turno. O mandado de prisão é derivado da operação "Tolerância Zero" do Ministério Público Estadual sob acusação de montar um esquema de desvios de verbas em cupons de abastecimentos de combustíveis custeados pela prefeitura. Segundo os investigadores, parte da verba desviada foi usada para comprar a mansão onde político mora em Montes Claros. Além do MPE, Muniz, sua mulher, a deputada federal Raquel Muniz, juntamente com dois filhos do casal, são alvos de duas operações da PF.

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