Cármen Lúcia fará pronunciamento em rede nacional na véspera das eleições
Brasília e Fernando de Noronha são os únicos lugares do país que não participam das eleições deste ano

A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, fará um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, no sábado (5), às 20h30. O Brasil tem mais de 155 milhões de eleitores aptos a votar nas eleições deste ano. O pleito municipal ocorre no próximo domingo (6) e o segundo turno no dia 27 do mesmo mês. Serão eleitos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores de 5.569 municípios.
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Brasília e Fernando de Noronha são os únicos lugares do país que não participam das eleições deste ano e isso ocorre porque os dois não são municípios. Um eventual segundo turno para prefeito só acontecerá em cidades com mais de 200 mil eleitores, e quando nenhum candidato tiver maioria absoluta de votos, ou seja, mais de 50% dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos. Já nos municípios que têm menos de 200 mil eleitores, o candidato que conseguir a maioria dos votos válidos no primeiro turno será eleito prefeito, mesmo que não tenha mais de 50%.
Desse total, 52% são mulheres e 48% são homens. São 81,8 milhões de brasileiras aptas a votar e 74 milhões de homens. 47,2 mil pessoas se declararam transgênero. A faixa etária que chama a atenção é de 45 a 59 anos, que soma 38.883.736 eleitores. O eleitorado jovem do Brasil, entre 16 e 17 anos, é de 1,83 milhão de pessoas.
A maioria dos eleitores está no Sudeste: são 66,9 milhões de pessoas nesta região, o que equivale a 42,9%. O Nordeste conta com 43,3 milhões de eleitores, sendo 27,7% do total. Já a região Sul tem 22,9 milhões de pessoas aptas a votar, sendo 14,7%. No Norte, são 12,9 aptos, sendo 8,3% do eleitorado). E no Centro-Oeste há 9,7 milhões eleitores, sendo 6,2% do total.
Já pessoas com o ensino médio completo somam 42.154.620 pessoas, sendo 27% do total. As pessoas analfabetas são 3,57%. Além disso, 93,9 pessoas se declararam solteiras e 52 mil casadas. Já eleitores com deficiência chegou a 1.451.846.
Conforme o TSE, 140.038.765 de eleitores brasileiros não fizeram a declaração de cor, sendo 89,8% do total. Mais de 8,5 milhões se declararam pardas (5,45%), 1,8 milhão se declararam pretas (1,16%) e 5,2 milhões de pessoas informaram que são brancas (3,3% do eleitorado).
Desinformação
Na manhã desta sexta-feira (4), Cármen afirmou que a desinformação foi inserida na sociedade por meio da tecnologia, com potencialidade e importância exponenciais, que podem levar ao cerceamento de liberdades. “Há um volume enorme de desinformações que se plantam e, em uma velocidade estonteante, dominam, chegam às nossas telas de toda forma e viralizam. A própria ideia de viralizar significa a ideia de disseminar um vírus na liberdade do ser humano”, disse.
Ainda segundo a ministra, a velocidade, a viralização e a verossimilhança das desinformações disseminadas nos meios digitais deixam as pessoas sem condições de escolher o candidato livremente.
“Criamos agora, no Brasil – o que nós conhecíamos nas décadas de 30, 40, no século passado –, o cabresto digital: alguém põe na nossa máquina, no nosso celular, no nosso computador, algo que nos desinforme. É contra isso que o direito hoje luta, para que a gente tenha a possibilidade de resgatar a plena liberdade de voto que realiza a democracia em qualquer parte do mundo”, disse.
Por fim, Cármen Lúcia destacou que, no Brasil, há uma população de mais de 200 milhões de habitantes e mais de 155 milhões de eleitores, o que torna o país um alvo preferencial daqueles que ganham todos os recursos pelo abuso das máquinas. “A Justiça Eleitoral brasileira está atenta. Estas eleições representam desafios, mas também grandes possibilidades. O maior deles é garantir que cada um possa pensar diferente”, defendeu a magistrada.












