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Polícia Civil de SP abre investigação sobre cadeirada de Datena em Marçal

Candidato do PRTB prestou depoimento nesta segunda-feira (16) e ofereceu representação criminal

Eleições 2024|Do R7, em Brasília

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Depois da agressão, Marçal foi encaminhado ao hospital ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO - 15.9.2024

A PCSP (Polícia Civil de São Paulo) abriu inquérito nesta segunda-feira (16) para investigar a cadeirada que o candidato do PSDB à Prefeitura de SP, José Luiz Datena, deu em Pablo Marçal (PRTB), também candidato, durante debate da TV Cultura, na noite desse domingo (15). A investigação será conduzida pela 15º DP (Itaim Bibi), área em que a agressão ocorreu.

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A Secretaria de Segurança Pública da capital paulista informou ao R7 que Marçal prestou depoimento nesta segunda-feira (16) e ofereceu representação criminal. “Imagens são analisadas e a autoridade policial requisitou exame de corpo de delito ao candidato. Demais diligências prosseguem para o esclarecimento dos fatos”, completou, em nota, o órgão.

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A agressão ocorreu depois de Marçal chamar Datena de “arregão”. Momentos antes, o ex-coach tinha lembrado das diversas desistências de Datena em eleições anteriores, bem como a discussão que ambos tiveram recentemente na TV Gazeta, quando o apresentador também abandonou o púlpito — mas, se conteve apenas com uma encarada.

Com a agressão, o mediador do debate se viu obrigado a chamar o intervalo. No retorno, foi informado que Datena foi expulso do encontro, enquanto Marçal foi levado ao hospital Sírio Libanês. Depois do episódio, o nome do PRTB abriu um boletim de ocorrência contra Datena. Segundo a SSP-SP, o B.O. foi registrado pelo advogado de Marçal no 78º Distrito Policial (Jardins) por lesão corporal e injúria.

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Em comunicado nesta segunda (16), Datena afirmou não defender o uso da violência para resolver um conflito, mas que o caso exigiu um comportamento diferente. “Pablo Marçal demonstrou, em todas as situações a que teve oportunidade, sua falta de caráter. Demonstrou, ainda, que é uma ameaça à cidade de São Paulo. Será detido no voto. Mas, a despeito disso, precisava também ser contido com atos. Foi o que eu fiz”, escreveu (leia a íntegra abaixo).

Datena também declarou que continuará na disputa. Nesta segunda (16), ele cancelou a agenda, devido à chuva. Os compromissos de campanha prosseguem normalmente nesta terça (17), conforme a assessoria do candidato.

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Leia a íntegra do posicionamento do candidato José Luiz Datena

“Não defendo o uso da violência para resolver um conflito. Essa é a regra e sempre a respeitei nos meus 67 anos de vida. Até o dia de ontem.

Porque torna-se difícil obedecê-la quando os limites de civilidade são rompidos e corrompidos por um oponente. Infelizmente, foi o que aconteceu na noite deste domingo durante debate promovido pela TV Cultura.

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Eu sou um cara de verdade e, com um gesto extremo, porém humano, expressei minha real indignação por ter, de forma reiterada, sido agredido verbal e moralmente por um adversário que, como todos têm podido constatar, afronta a todos com desrespeito e ultraje, ao arrepio da ética e da civilidade.

As acusações que Marçal me fez diante de milhões de pessoas são graves. E absolutamente falsas.

Usando linguagem de marginais, algo que lhe é tão peculiar, feriu minha honra e maculou minha família, já machucada pela perda de um ente querido em decorrência do mesmo episódio agora novamente imputado a mim de forma vil pelo meu adversário.

Errei, mas de forma alguma me arrependo. Preferia, sinceramente, que o episódio não tivesse ocorrido. Mas, fossem as mesmas as circunstâncias, não deixaria de repetir o gesto, resposta extrema a um histórico de agressões perpetradas a mim e a muitos outros por meu adversário.

Espero, com minha atitude, ter mostrado, de uma vez por todas, o risco que a candidatura de Pablo Marçal representa para a integridade das pessoas, para a nossa democracia e para a sobrevivência de milhões de cidadãos que dependem da atuação da prefeitura de São Paulo para ter uma vida menos indigna.

Espero, também, ter lavado a alma de milhões de pessoas que não aguentavam mais ver a cidade tratada com tanto desprezo e desamor por alguém que se propõe a governá-la, mas que quer mesmo é saqueá-la, de braços dados com o crime organizado.

Continuarei a disputa pela prefeitura de São Paulo para realizar meu sonho de fazer de São Paulo uma cidade melhor, que ofereça uma vida digna aos que mais precisam. E também para defender a nossa democracia ameaçada por figuras como Pablo Marçal que querem o obscurantismo e não o bem da cidade e de sua população.”

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