A 30 dias do 1º turno, Lula aposta em comparação de governos; Flávio mira segurança e Moraes
Petista deve apresentar legado e o que propõe para eventual nova gestão; senador focará temas já abordados e na imagem do ministro
2026|Amanda Garcia, do R7, em Brasília
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A 30 dias do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para o primeiro domingo de outubro (4), as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) devem manter estratégias distintas na reta final da disputa rumo ao Palácio do Planalto.
No campo petista, a orientação é de transformar a campanha em uma comparação entre o governo Lula e o de Jair Bolsonaro (PL).
O partido pretende explorar temas como segurança pública, emprego, combate à corrupção, saúde e educação, além de apresentar as propostas para o eventual novo mandato.
Secretário de Comunicação do PT (Partido dos Trabalhadores), Eden Valadares afirma que Lula orientou a equipe de campanha a fazer uma “disputa de alto nível”, com uso de informações e dados para rebater o que for fake news ou considerado como manipulação.
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A estratégia ainda deve envolver comparações entre a trajetória política de Lula, bem como as biografias e os temas de compromisso dos dois candidatos. “Não há assunto que seja tabu ou de que vamos nos esquivar”, afirmou Eden.
A avaliação da campanha é de que essa comparação entre os governos e ambos os políticos pode favorecer o petista na reta final.
Pesquisas como base
Enquanto isso, a campanha de Flávio Bolsonaro não prevê mudanças significativas na estratégia adotada até agora. A avaliação interna é de que o senador estaria em trajetória de crescimento nas pesquisas, enquanto Lula teria perdido apoio popular.
Na mais recente pesquisa Datafolha, Lula aparece com 38%, e Flávio, com 33% em primeiro turno — a menor diferença entre os dois desde o início da série de levantamentos. Em segundo turno, o petista tem 46%, contra 44% do senador, com ambos em empate técnico.
Na Quaest, Lula marca 37%, e Flávio, 29%; em um eventual segundo turno, os dois aparecem tecnicamente empatados: 42% a 41% para o atual presidente.
Assim, Flávio deve manter no foco, principalmente, os temas da segurança pública e da economia. No entanto, a campanha também deve explorar a crise em torno do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e do Banco Master.
Após a quebra do sigilo da investigação pelo ministro e relator do caso, André Mendonça — o que expôs a relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro —, Flávio intensificou as críticas a este magistrado e passou a associá-lo mais ao governo Lula. A estratégia envolve aproveitar o desgaste do STF para reforçar o discurso de que Moraes atua alinhado ao petista.
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