Conheça os principais candidatos ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026
Eleitor escolhe neste ano dois parlamentares por estado, renovando 66% das vagas
2026|Do R7
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Ao todo, 15 candidaturas foram oficializadas na Justiça Eleitoral para concorrer ao Senado por São Paulo, nas eleições de 2026.
Neste ano, dois senadores serão eleitos como representantes de cada estado brasileiro, além de outros dois pelo Distrito Federal.
Serão renovados 54 dos 81 senadores, dois terços das vagas. Os escolhidos pela população terão direito a um mandato de oito anos.
Atuais senadores
Em São Paulo, o atual senador Marcos Pontes (PL) tem mandato até 2031. Alexandre Luiz Giordano (Podemos) e Mara Gabrili (PSD) permanecem na cadeira até 2027. Nenhum dos dois disputa a reeleição.
Giordano foi eleito como primeiro suplente na chapa do senador Major Olímpio, em 2018. Assumiu a titularidade da cadeira em 31 de março de 2021, após o falecimento do titular, por complicações da Covid-19.
Mara Gabrili, por sua vez, é candidata a deputada estadual em São Paulo.
Conheça os principais nomes no páreo, que estão mais bem colocados nas pesquisas eleitorais, para as duas vagas em disputa.
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Simone Tebet (PSB)
Nascida em Três Lagoas (MS), Simone Tebet (PSB) tem 56 anos e é advogada e professora universitária. É filha de Ramez Tebet, político que foi prefeito de sua cidade natal, deputado constituinte, governador, senador e presidente do Senado Federal. Formou-se em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Em 2002, aos 31 anos, foi eleita deputada estadual do MS e, dois anos depois, venceu a disputa para a prefeitura de Três Lagoas. Ficou no cargo por dois mandatos até 2010, quando se licenciou para concorrer ao cargo de vice-governadora do estado na chapa de André Puccinelli. Foi eleita, ocupou a Secretaria de Governo da gestão e, em 2014, saiu candidata à senadora pelo Mato Grosso do Sul.
Tebet chegou ao Senado em 2015 e, ao fim de seu mandato, em 2022, disputou a Presidência da República pelo MDB, recebendo quase 5 milhões de votos. Com a vitória de Lula, integrou o Governo Federal como ministra do Planejamento e Orçamento.
Filiou-se ao PSB em 2026 e integra a coligação Desperta São Paulo, que reúne os partidos PT, PSB, PDT, Psol, Rede, PCdoB e PV.
Guilherme Derrite (PP)
Guilherme Muraro Derrite nasceu em Sorocaba em 1984 e é capitão da reserva da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Com 41 anos, Derrite vai para a sua terceira disputa eleitoral em oito anos.
O candidato ingressou na PM em 2003, ano em que entrou na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, escola voltada à formação de oficiais da corporação. Ele também possui graduação em direito e pós-graduação em ciências jurídicas pela Universidade Cruzeiro do Sul.
Entre 2010 e 2013, Derrite foi tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), tropa de elite da PM paulista. Foi afastado da Rota pela direção da PM devido ao alto índice de letalidade do policial. Entre 2015 e 2018, atuou como oficial no Corpo de Bombeiros.
Em 2018, saiu das forças policiais para se candidatar à Câmara dos Deputados pelo PP e foi eleito com 119.034 votos. Em 2022, pelo PL, foi reeleito deputado federal por São Paulo, mas licenciou-se logo no início de 2023 para assumir a Secretaria de Segurança Pública do estado na gestão Tarcísio de Freitas.
Durante o mandato, saiu da Secretaria em algumas ocasiões para poder relatar projetos de lei sobre saidinhas temporárias de presos e sobre facções criminosas na Câmara dos Deputados. Ele integra a coligação Coragem para Seguir Avançando, que reúne os partidos União Brasil, PP, Republicanos, PL, MDB, Democrata, PSD, PRD, Solidariedade e Avante.
Marina Silva (Rede)
Nascida em 1958 na comunidade de Breu Velho, no Seringal Bagaço, município de Rio Branco, no Acre, Marina Silva tem 68 anos e uma longa trajetória política. Filha de um seringueiro e de uma dona de casa, Marina cresceu em uma família que tinha a extração artesanal do látex como forma de sustento.
Na capital acreana, já na adolescência, Marina começou a se dedicar aos estudos escolares e religiosos. Em apenas dez anos, alfabetizou-se e formou-se em História pela Universidade Federal do Acre. Tem pós-graduações em Teoria Psicanalítica, pela Universidade de Brasília, e Psicopedagogia, pela Universidade Católica de Brasília.
Sua atuação em movimentos sociais começou por meio das Comunidades Eclesiais de Base, quando se aproximou do líder seringueiro e ambientalista Chico Mendes. Ele e Marina chegaram a fundar, juntos, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) no Acre.
Aos 28 anos, em 1986, disputou sua primeira eleição, concorrendo a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PT, mas não se elegeu. Em 1988, foi eleita vereadora de Rio Branco, em 1990, deputada estadual e, em 1994, chegou a Brasília como senadora pelo estado do Acre. Foi reeleita em 2002 e, no ano seguinte, assumiu o cargo de ministra do Meio Ambiente até 2008, durante os primeiros governos Lula.
Foi candidata à Presidência da República em três oportunidades. Em 2010, concorreu pelo PV (Partido Verde) e conquistou 19,6 milhões de votos. Quatro anos depois, iria disputar como vice na chapa de Eduardo Campos até a morte do candidato em um acidente aéreo. Marina assumiu a cabeça da chapa e conseguiu mais de 22 milhões de votos. Nas duas ocasiões, ficou na terceira colocação no pleito. Em 2018, já na Rede Sustentabilidade, disputou novamente, mas obteve apenas 1 milhão de votos.
Em 2022, voltou a disputar eleições para o legislativo e foi eleita deputada federal por São Paulo. Logo em 2023, assumiu pela segunda vez o Ministério do Meio Ambiente na volta de Lula à Presidência, ficando no cargo até abril deste ano para disputar as eleições. Marina integra a coligação Desperta São Paulo, que reúne os partidos PT, PSB, PDT, Psol, Rede, PCdoB e PV.
André do Prado (PL)
Presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo desde 2023, André do Prado (PL) é natural de Guararema, Região Metropolitana de São Paulo, e tem 57 anos. Formado em análise de sistemas pela Universidade de Mogi das Cruzes, André do Prado já trabalhou como feirante e professor.
Iniciou a carreira política cedo, aos 23 anos, quando foi eleito vereador de sua cidade natal. Foi reeleito para o cargo no pleito de 1996. Em 2000, elegeu-se vice-prefeito de Guararema na chapa de Conceição Alvino. No período, acumulou a função de secretário de Saúde do município.
Em 2004, encabeçou a chapa para a prefeitura da cidade e foi eleito com mais de 55% dos votos. Após o fim de seu mandato, concorreu a uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em 2010 e conquistou seu primeiro mandato no legislativo paulista com mais de 86 mil votos.
Foi reeleito em 2014, 2018 e 2022, quando atingiu sua mais expressiva votação, somando 216.268 votos — 7° mais votado do estado. Em março de 2023, foi eleito presidente da Alesp e atuou para auxiliar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na aprovação de seus projetos no legislativo.
Em outubro de 2024, com apoio da ampla base governista da Casa, a Alesp aprovou uma emenda constitucional que autorizou a reeleição da Mesa Diretora dentro de um mesmo mandato. Antes, a reeleição era permitida, desde que acontecesse entre uma legislatura e outra. Assim, em março de 2025, André do Prado foi reeleito presidente da Alesp para o biênio 2025-2027.
Ricardo Salles (Novo)
Ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Novo) tem 51 anos, nasceu em São Paulo e é advogado. Formou-se em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e tem pós-graduação nas Universidades de Coimbra e Lisboa, e especialização em administração pela Fundação Getúlio Vargas.
Sua trajetória política teve início em 2006, quando fundou, ao lado de amigos, o Movimento Endireita Brasil, voltado a atrair jovens liberais e conservadores para a política. No mesmo ano, concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo extinto PFL (Partido da Frente Liberal) e obteve apenas 9.466 votos.
A partir do movimento que fundou, participou de debates, palestras e programas de entrevista em rádio e televisão, defendendo uma visão liberal na economia e conservadora nos costumes. Também organizou movimentos de rua defendendo a “moralização da política e combate à corrupção”.
Em 2010, disputou uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo pelo DEM, mas também não se elegeu. Durante o governo de Geraldo Alckmin, Salles assumiu, em 2013, o cargo de secretário particular do governador.
Ainda durante a gestão Alckmin, em 2016, o candidato foi nomeado secretário do Meio Ambiente de São Paulo. Dois anos depois, concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Novo, ficando como primeiro suplente do partido, com mais de 36 mil votos.
Já em 2019, foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) como ministro do Meio Ambiente, ficando no cargo até junho de 2021. Nas últimas eleições gerais, pelo PL (Partido Liberal), foi o quarto deputado federal mais votado do estado, com mais de 640 mil votos. Voltou ao partido Novo em agosto de 2024.
Soninha Francine (Cidadania)
Nascida em 1967, em São Paulo, Soninha Francine tem 59 anos e tem uma trajetória ligada ao jornalismo e à mídia. Graduada em cinema pela USP (Universidade de São Paulo), Soninha trabalhou entre 1990 e 2000 na MTV, como produtora, redatora, diretora e apresentadora.
Trabalhou ainda na TV Cultura, no início dos anos 2000, na ESPN Brasil, de 1999 a 2010, na Folha de S.Paulo e na Rádio CBN. Além disso, escreveu livros e colunas para revistas e jornais.
Em 2004, Soninha Francine disputou sua primeira eleição e foi eleita vereadora por São Paulo. Dois anos depois, tentou uma vaga na Câmara dos Deputados, mas não se elegeu.
Em 2007, após divergências, saiu do PT e, no ano seguinte, disputou a prefeitura da capital pelo PPS (atual Cidadania), seu partido até hoje. Recebeu 266 mil votos e terminou em quinto lugar. Foi eleita apenas mais uma vez, em 2016, quando voltou para o seu segundo mandato na Câmara Municipal de São Paulo.
Concorreu ainda à Prefeitura de São Paulo em 2012, à Câmara dos Deputados em 2014 e à Câmara de São Paulo em 2020. Foi subprefeita da Lapa entre 2009 e 2010, chefiou a Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco), do Governo de São Paulo, de 2011 a 2012, e, por quatro meses, foi secretária de Assistência Social da Prefeitura na gestão Dória, em 2017.
Geraldo Rufino (Podemos)
Natural de Campos Altos (MG), Geraldo Rufino (Podemos) tem 67 anos e é empresário, escritor e palestrante. Rufino, enquanto criança, foi catador de recicláveis para ajudar a família.
Já trabalhou como office boy e chegou a diretor de operações de um parque de diversões, antes de se tornar empresário. Em 1985, fundou a JR Diesel, empresa de desmanche de veículos e reciclagem automotiva.
Como empresário, é conhecido por ter quebrado seis vezes, sendo a última em 2003. Sua trajetória de superação foi o que o tornou famoso. Deu incontáveis entrevistas para veículos de comunicação e se tornou palestrante de autoajuda e empreendedorismo.
Outros candidatos ao Senado por SP
- Dra. Eliana Ferreira (PSTU)
- Ednelson Cesaretti (PCO)
- Guto Schiavetto (Missão)
- Maíra de Souza (UP)
- Márcio Alves (UP)
- Peter Maahs (PCB)
- Weller Gonçalves (PSTU)
- William Teixeira (Agir)
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