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Conheça os principais candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026

Eleitor escolhe neste ano dois parlamentares por estado, renovando 66% das vagas

2026|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Nas Eleições de 2026, dois senadores serão eleitos por cada estado brasileiro, com mandato de oito anos.
  • No Rio de Janeiro, 16 candidaturas foram oficializadas para concorrer ao Senado, incluindo nomes como Benedita da Silva, Carlos Jordy, Carlos Portinho, Marcelo Crivella, Monica Benicio, Pedro Paulo e Waguinho.
  • Os candidatos têm trajetórias diversas, desde experiência política em cargos como deputado federal e senador, até atuação em secretarias e prefeituras.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os candidatos Benedita da Silva (à esquerda), Jordy, Portinho, Crivella e Pedro Paulo Créditos: Câmara dos Deputados e Senado/Divulgação

Ao todo, 16 candidaturas foram oficializadas na Justiça Eleitoral para concorrer ao Senado pelo Rio de Janeiro, nas eleições de 2026.

O pleito coloca frente a frente Benedita da Silva (PT), a primeira mulher negra a governar o estado, e Marcelo Crivella (Republicanos), ex-prefeito do Rio.


A corrida também tem Monica Benicio (PSOL), viúva da vereadora assassinada Marielle Franco, e Waguinho (Republicanos), que trocou o posto de faxineiro na Câmara de Belford Roxo pela prefeitura da cidade antes de mirar Brasília.

Neste ano, dois senadores serão eleitos como representantes de cada estado, além de outros dois pelo Distrito Federal.


Serão renovados 54 dos 81 senadores, dois terços das vagas. Os escolhidos pela população terão direito a um mandato de oito anos.

Atuais senadores

No Rio de Janeiro, o atual senador Romário (PL) foi eleito em 2022 e tem mandato até 2031. Flávio Bolsonaro (PL) e Carlos Portinho (PL) encerram o mandato neste ano.


Portinho disputa reeleição e Flávio Bolsonaro concorre à Presidência da República.

Conheça os principais nomes no páreo, que estão mais bem colocados nas pesquisas eleitorais, para as duas vagas em disputa.


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Benedita da Silva (PT)

Benedita Sousa da Silva (PT) nasceu no Rio de Janeiro, em 1942. Começou a trabalhar ainda criança, como vendedora ambulante. Foi também empregada doméstica, operária fabril, servente de escola, auxiliar de enfermagem, professora e funcionária do Detran (Departamento Estadual de Trânsito).

Em 1980, ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT) e, dois anos depois, foi eleita vereadora da cidade do Rio de Janeiro. Nas eleições seguintes, de 1986, foi eleita deputada federal e chegou a presidir sessões da Constituinte. Reelegeu-se deputada em 1990 e, dois anos depois, concorreu à Prefeitura do Rio de Janeiro, perdendo no segundo turno para Cesar Maia (PMDB).

Benedita foi eleita senadora pelo Rio de Janeiro em 1994 e, em 1998, licenciou-se do cargo quando foi eleita vice-governadora na chapa de Anthony Garotinho (que hoje está no Republicanos, mas na época, no PDT). Assumiu o governo em 2002 e perdeu a disputa à reeleição naquele ano.

Chefiou a Secretaria Especial da Assistência e Promoção Social, de 2003 a 2004, no Governo Lula. No Rio de Janeiro, em 2007, assumiu a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, no governo de Sergio Cabral Filho.

Foi reeleita deputada federal em 2010, 2014, 2018 e 2022.

Carlos Jordy (PL)

Carlos Jordy (PL), 44 anos, nasceu em Niterói (RJ). É formado em turismo e hotelaria pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e possui trajetória profissional no serviço público.

Ingressou na administração pública em 2011, como analista de Planejamento e Orçamento da Prefeitura de São Gonçalo, onde trabalhou na Secretaria da Fazenda do município. Atualmente, é servidor federal, atuando como analista na área de licitações e contratos da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Sua trajetória política começou em 2016, quando foi eleito vereador de Niterói pelo PSC. Em 2018, foi eleito deputado federal pelo PSL com 204.048 votos, o quarto mais votado do Rio de Janeiro. Foi reeleito em 2022, com 114.587 votos.

Carlos Portinho (PL)

Carlos Portinho (PL) nasceu em 1973, no Rio de Janeiro, e é bacharel em direito pela PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica). É senador da República desde o fim de 2020. Nas eleições de 2018, ele foi eleito pelo PSD como primeiro suplente do senador Arolde de Oliveira, que morreu de Covid em outubro de 2020, aos 83 anos.

Assumiu o mandato em 2020, filiou-se ao PL e foi líder do governo Bolsonaro e do partido no Senado Federal.

Antes de chegar ao Senado, Carlos Portinho liderou o movimento “Quem Te Representa”, iniciativa de engajamento político cidadão. Trabalhou na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e na Câmara dos Deputados, onde foi assessor parlamentar.

O candidato ainda foi secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro entre 2014 e 2015, na gestão Luiz Pezão, secretário municipal de Habitação da capital, na prefeitura de Eduardo Paes (PSD), e subsecretário da Habitação do estado do RJ no governo Marcelo Crivella.

Marcelo Crivella (Republicanos)

Marcelo Crivella (Republicanos) nasceu em 1957 no Rio de Janeiro. É formado em engenharia civil e bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus. Foi professor universitário até ser chamado pela Igreja Universal para ser missionário na África, onde morou quase uma década.

Crivella ingressou na carreira política em 2002, quando foi eleito senador do Rio de Janeiro com 3,5 milhões de votos. No Congresso Nacional, foi vice-líder do Governo Lula e líder da bancada do PL (Partido Liberal). Em setembro de 2005, fundou, ao lado do então vice-presidente da República, José Alencar, o Partido Republicano Brasileiro (PRB), hoje chamado de Republicanos.

Foi reeleito ao Senado em 2010 e, em fevereiro de 2012, foi nomeado pela então presidente Dilma Rousseff para assumir o Ministério da Pesca e Aquicultura. Deixou o cargo em 2014, quando disputou o Governo do Rio de Janeiro, ficando em segundo lugar.

Em 2016, foi eleito prefeito do Rio de Janeiro com mais de 1,7 milhão de votos. Perdeu a disputa à reeleição em 2020 para Eduardo Paes (PSD). Em 2022, Crivella voltou ao Congresso Nacional como deputado federal com mais de 110 mil votos.

Monica Benicio (PSOL)

Monica Benicio (PSOL) nasceu no Rio de Janeiro, em 1986. É viúva da vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018. Monica é formada em arquitetura e urbanismo pela PUC-RJ. Também é autora do livro “Marielle e Monica: Uma história de amor e luta”.

Em 2020, candidatou-se à Câmara Municipal do Rio de Janeiro e foi eleita com 22.919 votos. Foi reeleita em 2024 com pouco mais de 25 mil votos e, agora, está na sua terceira disputa eleitoral.

Pedro Paulo (PSD)

Nascido e criado no Rio de Janeiro, Pedro Paulo (PSD) é deputado federal há 16 anos. Filho de uma professora e um bancário, Pedro Paulo é economista pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com pós-graduações pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), UFF e Universidade Complutense de Madri.

Foi eleito para o seu primeiro cargo eletivo em 2006, pelo PSDB, como deputado estadual. Nas eleições seguintes, em 2010, recebeu mais de 100 mil votos para deputado federal, concorrendo pelo PMDB. Foi reeleito em 2014, 2018 e 2022.

É apontado como um dos principais aliados do ex-prefeito e candidato ao Governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD). Começou na política como chefe de gabinete de Paes quando era vereador. Também chefiou o gabinete do ex-prefeito na Câmara dos Deputados.

Nas gestões de Eduardo Paes na prefeitura, Pedro Paulo foi chefe da Casa Civil e, recentemente, secretário de Fazenda e Planejamento. No executivo carioca, o candidato ainda exerceu os cargos de subprefeito da Barra e de Jacarepaguá e secretário de Meio Ambiente.

Waguinho (Republicanos)

Wagner dos Santos Carneiro (Republicanos), conhecido como Waguinho, nasceu em 1971 em Belford Roxo, cidade da Baixada Fluminense. É formado em direito e marido da deputada federal e ex-ministra do Turismo Daniela Carneiro.

Aos 22 anos, começou a trabalhar na Câmara Municipal de Belford Roxo como faxineiro. Quase dez anos depois, em 2002, foi aprovado em um concurso na mesma Câmara para o cargo de programador de computador. Anos depois, chegou a ser chefe de gabinete do presidente da casa legislativa.

Em 2008, saiu candidato a vereador pela primeira vez pelo PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro) e foi eleito com 5.413 votos. No ano seguinte, foi nomeado presidente da Câmara.

Nas eleições de 2010, conseguiu uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Dois anos depois, tentou a Prefeitura de Belford Roxo e ficou em segundo lugar. Em 2014, foi reeleito deputado estadual.

Em 2016, venceu a disputa pela prefeitura de sua cidade natal. Foi reeleito em 2020, ficando no cargo até 2024. No primeiro mandato, chegou a ser afastado do cargo entre abril e junho de 2019 pela Justiça, suspeito de cometer infrações contra a administração pública.

Outros candidatos

  • André Monteiro (Democrata)
  • Helio Secco (Missão)
  • Luciano Mattos (PRTB)
  • Luiz Eugenio (PCO)
  • Marcos Dias (Podemos)
  • Michelly Xavier (UP)
  • Ó Clemente (Democrata)
  • Paula Falcão (PSTU)
  • Vinicius Benevides (UP)

Veja a corrida ao Senado nos outros estados do Sudeste

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