Dallagnol pede que Justiça Eleitoral analise elegibilidade antes das eleições de 2026
Ex-procurador da Lava Jato teve mandato de deputado cassado após suposta tentativa de escapar de processos administrativos
2026|Débora Sobreira*, do R7, em Brasília
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O pré-candidato Deltan Dallagnol (Novo-PR) encaminhou à Justiça Eleitoral um Requerimento de Declaração de Elegibilidade para que sua situação eleitoral seja analisada antes do período de registro das candidaturas. Eleito deputado federal em 2022, Dallagnol teve o registro de candidatura cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em maio de 2023, em decisão que gerou disputa jurídica sobre sua possibilidade de disputar as eleições deste ano.
O pedido feito por Dallagnol tem como objetivo servir como um respaldo contra ataques políticos que ele alega ter sofrido pela oposição no estado. O ex-procurador busca uma definição para viabilizar sua disputa por uma cadeira no Senado pelo Paraná.
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A defesa de Dallagnol alega que algumas das figuras que protagonizaram “ataques” contra o ex-deputado teriam desafetos ligados à sua atuação enquanto coordenador na Operação Lava Jato, investigação da Polícia Federal que protagonizou o cenário político em 2014.
“Nesse universo aparecem Cristiano Zanin, então advogado de Lula nos processos da Lava Jato e hoje ministro do STF; Renan Calheiros, alvo de investigações e acusações relacionadas à operação; grupos de parlamentares do PT, entre eles Jaques Wagner; além de adversários políticos diretos de Deltan, como Gleisi Hoffmann, que sustenta publicamente a tese de sua inelegibilidade e atua politicamente contra a sua candidatura”, argumentam os advogados.
Acusações de corrupção
Pouco mais de cinco meses após o início de seu mandato como deputado federal, Deltan Dallagnol teve seu mandato cassado após decisão do TSE.
A Justiça acolheu ação movida pelo PMN (Partido da Mobilização Nacional) e pela Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV), que alegou que Dallagnol teria pedido exoneração do cargo de procurador da República para escapar de possíveis processos administrativos que o tornariam inelegível caso condenado.
À época, estavam pendentes análises de reclamações referentes à sua atuação na Operação Lava Jato que poderiam levar a PADs (Processos Administrativos Disciplinares).
Em seu lugar assumiu o deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR).
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