Eleições 2026: veja como é feita a segurança dos candidatos à presidência
Candidatos são protegidos pela Polícia Federal, mas devem solicitar os serviços; R$ 95 milhões foram destinados à operação
2026|Do R7
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Para garantir a segurança dos candidatos à Presidência da República durante as eleições de 2026, a Polícia Federal (PF) preparou uma operação nacional coordenada pela Diretoria de Proteção à Pessoa (DPP). O plano previu o emprego de até 458 servidores especializados em proteção, inteligência e logística para acompanhar até dez candidaturas simultaneamente.
Ao todo, a segurança com candidatos à presidência teve, aproximadamente, R$ 95 milhões destinados à sua execução.
O orçamento foi utilizado para custear a mobilização dos agentes, serviços e aquisição de equipamentos, como:
- Veículos blindados;
- Coletes à prova de balas de alto desempenho;
- Sistemas anti-drones;
- Kits de vistorias antibombas.
A operação começou depois do fim das convenções partidárias, em 20 de julho, quando a candidatura dos presidenciáveis foi homologada pelos partidos.
Para usufruir da equipe de seguranças da PF, os candidatos precisam protocolar um pedido formal.
A segurança dos candidatos à Presidência da República pela Polícia Federal está prevista na Constituição Federal, na Lei nº 7.474/1986, no Decreto nº 6.381/2008
Segurança Planejada
A segurança dos candidatos à Presidência teve um planejamento específico para a candidatura. Elaborado por meio de uma metodologia de risco, o planejamento foi atualizado com a evolução das ameaças, das vulnerabilidades que puderam ser identificadas e das características de cada compromisso de campanha.
A cada candidato foi atribuída uma classificação do nível de ameaça. São eles: muito alto, alto, moderado e baixo. Por razões de segurança, a PF não divulgará qual o nível de ameaça de cada candidato e nem quantos agentes foram destinados a cada campanha.
Na avaliação, foi considerado o histórico de ameaças de cada candidato, os locais em que as campanhas iriam, deslocamento para determinados lugares e o contexto de segurança de cada região. Equipes precursoras realizaram o reconhecimento dos locais antes das agendas e articularam quais medidas serão necessárias com as seguranças estaduais e municipais.
Alguns candidatos não aderiram ao plano
Os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) solicitaram os serviços da Polícia Federal para agir em suas campanhas. No caso de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sendo o presidente, sua segurança, durante o período eleitoral, será feita pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e pela Polícia Federal.
Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, não solicitou os serviços da PF. Por preferência pessoal e por continuar atuando como senador durante a campanha, Flávio optou por manter a mesma equipe da Polícia Legislativa do Senado, que já o acompanhava antes do início da campanha.
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