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Eleições: veja como era a campanha eleitoral antes da internet

Propaganda era feita nos meios de comunicação tradicionais, como rádio e TV

2026|Do R7

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Propaganda eleitoral no pleito presidencial de 2010 Elza Fiuza/Agência Brasil

A popularização da internet e das redes sociais a partir dos anos 2000 mudou a forma como a propaganda eleitoral passou a ser desenhada no Brasil. Antes, os meios de comunicação tradicionais eram os pilares fundamentais na propagação de uma candidatura presidencial.

O Horário Eleitoral Gratuito tinha o maior peso para a divulgação de um candidato. Ele teve início em 1962, antes do regime militar. Três anos depois, foi regulamentado com a criação do Código Eleitoral Brasileiro. Porém, existia apenas dois partidos, Arena e MDB, e não havia eleição para presidente da República, somente para outros cargos, como deputados e senadores.


No início, o rádio era a principal plataforma de divulgação, com o seu grande alcance. Depois veio a TV. As emissoras eram obrigadas a passar 120 minutos diários de propaganda eleitoral, divididos em dois períodos por dia, durante 60 dias antes da eleição.

Em 1976, foi criada a Lei Falcão (Lei nº 6.339/1976), que restringia a propaganda na TV. Os partidos só podiam mostrar uma ficha com a foto e o currículo do candidato. Ela permaneceu em vigor até 1982, quando começou a abertura política.


Com os anos, o Horário Eleitoral foi passando por mudanças, e hoje tem duração de dois blocos de dez minutos na TV. Os partidos fazem pequenas inserções ao longo do dia.

Na mídia impressa, um noticiário positivo, como uma matéria de capa, também tinha grande exploração por parte dos candidatos.


Música “chiclete”

Outro ponto que era fundamental para o eleitor conhecer o candidato era o uso de carros de som. Comparando com os dias de hoje, tinha a força de um Tik Tok.

Os jingles funcionavam como um carro-chefe. Equipes de marketing se debruçavam na composição de temas que tocassem a exaustão e grudassem como chiclete na mente do eleitor.


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“Varre, Varre, Vassourinha”, de Jânio Quadros, “Ey, Ey, Ey, Eymael” e “Lá Lá Lá Brizola” se tornaram “clássicos” de campanhas presidenciais.

O Instagram da era pré-internet era “físico”. Os candidatos gastavam rios de dinheiro em gráficas para a confecção de panfletos, os chamados “santinhos”. O papel constava a foto e o número do candidato.

Com as novas regras, a distribuição desse material é proibida. Mas, deu espaço para as postagens no Instagram, que podem atingir um grade público alvo, turbinadas pelo uso da Inteligência Artificial.

Debates

Com a redemocratização, nos anos 1980, os debates na TV ganharam um peso fundamental na disputa presidencial. Era o “palco” onde o candidato apresentava as suas propostas e era confrontado por seus adversários.

O primeiro debate presidencial na redemocratização ocorreu em julho de 1989, na TV Bandeirantes. Nove dos 22 candidatos participaram do evento.

Curiosamente, dois dos presidenciáveis daquela eleição estarão na disputa em 2026: Lula, que entrava em sua primeira corrida ao Palácio do Planalto, e Ronaldo Caiado, em sua primeira candidatura a um cargo do Executivo.

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