Lula reforça comando da campanha com Camilo Santana e governadores no segundo turno
Presidente do PT, Edinho Silva afirma que campanha terá nova dinâmica e busca ampliar alianças para a segunda etapa da eleição
2026|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai ampliar a coordenação no segundo turno das eleições deste ano para reforçar a articulação política nos estados. O senador Camilo Santana (PT-CE), governadores, senadores e lideranças de outros partidos terão participação na coordenação da nova estrutura, que será organizada para os 20 dias até a votação, segundo o presidente do PT, Edinho Silva.
Em entrevista à Record News nesta terça-feira (6), Edinho afirmou que os nomes que já integram a coordenação e a comunicação da campanha serão mantidos, mas o grupo será ampliado para incorporar novas lideranças. A mudança, segundo ele, ocorre porque o segundo turno exige uma estratégia diferente da adotada na primeira etapa da eleição.
“Nós não vamos mudar nomes na coordenação da campanha, nem tampouco na comunicação. Vamos mudar o conteúdo, o eixo de atuação, porque o segundo turno exige isso. E o que nós estamos fazendo é agregando outros nomes à coordenação da campanha.”
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Camilo Santana, que já fazia parte da coordenação, havia se afastado das atividades para se dedicar às eleições no Nordeste. Segundo Edinho, o senador retorna à campanha neste momento para ajudar na articulação política e na ampliação das alianças nos 20 dias até a votação.
“Nós temos 20 dias para percorrer o Brasil inteiro e para ampliar a nossa política de aliança com os setores sociais. Então, corretamente, nós estamos trazendo de volta o Camilo, que fazia parte da coordenação, mas se afastou por conta da eleição do Nordeste.”
Além do senador, a campanha pretende ampliar a participação de governadores e outras lideranças na coordenação. Entre os nomes citados estão Rui Costa, Jaques Wagner e Jerônimo Rodrigues, além de Aloizio Mercadante, que também deverá participar da articulação para o segundo turno.
A estratégia também prevê a busca por apoio de lideranças de outros partidos. Segundo Edinho, a ampliação da equipe tem como objetivo identificar setores da sociedade e grupos políticos que possam ser incorporados à campanha de Lula no segundo turno.
Campanha quer corrigir erros
Edinho afirmou que o segundo turno exige uma avaliação da primeira etapa da eleição, com a correção de eventuais falhas e o aprimoramento das estratégias que tiveram resultado positivo.
“Quando se vai para o segundo turno, precisa organizar a campanha. Sempre tem que haver balanço. Não se pode ser arrogante e dono da verdade. Precisa passar por aprimoramento para que a gente corrija erros e melhore os nossos acertos.”
O presidente do PT também defendeu uma participação mais próxima do vice-presidente Geraldo Alckmin na coordenação da campanha. Segundo ele, Alckmin pode ajudar a identificar setores da sociedade e grupos políticos que ainda podem ser incorporados à campanha.
“Tenho defendido que o presidente Alckmin tem que estar mais próximo desse núcleo, mas próximo de nós, enxergando os setores que a gente pode ampliar, os setores que podemos trazer para apoiar a campanha neste segundo turno.”
Edinho afirmou ainda que o PT pretende buscar lideranças de outras siglas para ampliar a rede de apoios a Lula no segundo turno.
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