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Flávio diz tratar facções como ‘terroristas’ e que bolsonarismo foi ‘último obstáculo’ à ditadura do crime

Lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) reuniu apoiadores em Copacabana, no Rio de Janeiro, neste domingo (16)

2026|Do R7, com Thiago Nolasco, da RECORD

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Flavio Bolsonaro (PL) chega em seu 1º evento de campanha no Rio de Janeiro Thiago Nolasco

No primeiro dia de campanhas eleitorais no país, Flávio Bolsonaro (PL) reuniu neste domingo (16) apoiadores em Copacabana, no Rio de Janeiro. Chegou ao evento por volta das 11h ao lado do vice, Alfredo Gaspar, com uma camiseta estampada “meu partido é o Brasil” nas cores da bandeira nacional e colete à prova de balas, cumprimentou apoiadores e subiu ao carro de som ao lado da esposa, Fernanda, e da mãe, Rogéria Bolsonaro.

No discurso, o candidato dedicou boa parte da fala a inverter a narrativa sobre o papel do próprio pai na democracia brasileira e a prometer um enfrentamento duro ao crime organizado.


“Bolsonaro nunca foi ameaça para a democracia. Muito pelo contrário. Nós sempre fomos o último obstáculo para que esse país não virasse uma ditadura do crime de uma vez por todas”, disse, antes de prometer tratar PCC, Comando Vermelho e milícias como “organizações terroristas”.

Essa promessa de segurança apareceu ligada a um discurso sobre perda de soberania individual, do cidadão sem controle sobre o próprio celular, a própria casa, a própria rua.


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Apoiadores

Antes de discursar, Flávio viu passar pelo palco ao menos seis aliados. O senador Carlos Jordy, primeiro a falar, disse que a militância tinha o compromisso de evitar a reeleição de Lula (PT) e a indicação de “outros quatro Alexandre de Moraes” ao STF.

A candidata a vice-governadora Fernanda Louback falou da importância do voto feminino, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, convocou os apoiadores para um ato em 7 de setembro.


O senador Rogério Marinho, coordenador de campanha, exaltou Jair Bolsonaro como “personalidade do século”, e Alfredo Gaspar, apresentado como “o homem que mandou prender o Lulinha”, fez discurso duro sobre segurança. ]

“O barbudo tem o STF, o barbudo tem o dinheiro de corrupção, mas nós temos o povo”, disse Alfredo Gaspar.


Por fim, Douglas Ruas, candidato ao governo do Rio, pediu mudança no estado e no país.

Filho do ‘Pelé’

Ao subir ao palco, Flávio abriu o discurso brincando com a comparação ao pai, a quem chamou de Pelé da política e, a si próprio, como “o filho do Pelé”.

Ele disse ter aceitado a “missão” que Jair Bolsonaro lhe passou, a de ser candidato à Presidência. E assim o fez, comentou, por acreditar ser “o propósito de Deus para o nosso país”.

Com um discurso todo entrecortado por músicas, jingles de campanha e sonoplastia, ele se disse “mais do que preparado” para “enfrentar esse sistema podre”.

Disse que o pai “não pode estar aqui com a gente”, mas que a transmissão ao vivo levaria a homenagem até ele, puxando com a plateia o coro de “Volta, Bolsonaro!”.

Segurança e “perda de soberania”

No detalhamento do discurso sobre segurança, o senador fluminense e condidato à Presidência pelo PL disse que o governo atual, de Luiz Inácio Lula da Silva, “não briga com traficante, não briga com estuprador, não briga com assaltante, não briga com assassino”.

Ele, em contraponto, prometeu “brigar” pelo eleitor que, segundo disse, caminha pelas ruas “olhando pra trás”, “com medo, na rua”.

Flávio Bolsonaro citou o corte de “mais de R$ 4,2 bilhões” do orçamento das Forças Armadas destinado à proteção de fronteiras. Associou, assim, o suposto contingenciamento à entrada de fuzis e drogas pela fronteira com a Bolívia.

Perguntou à plateia quem detém a soberania no Complexo do Alemão, no Rio, “o governo ou o Comando Vermelho?”, e usou o caso de uma família do bairro Morada Nova, no Ceará, expulsa de casa pelo Comando Vermelho, para criticar governos que, segundo ele, apenas acompanham a mudança de quem perde a casa para o crime organizado, em vez de combatê-lo.

O contexto foi usado para criticar a crise entre Lula e o presidente norte-americano Donald Trump, que tem implementado tarifas comerciais contra o Brasil, entre outras medidas.

Inflação e corrupção

Flávio classificou a eleição como uma escolha entre “o caminho da prosperidade” e “o caminho das trevas com o atual governo” e passou a atacar o custo de vida do brasileiro.

Ele citou uma sequência de produtos que, segundo ele, ficaram menores, mas sem baixar de preço, como pacotes de biscoito, papel higiênico, barras de chocolate, caixas de ovos e latas de refrigerante. Atribuiu esse fenômeno a um governo “gastador” que estaria endividando o país e as famílias brasileiras.

“Essa dívida não é sua, essa dívida é do Lula”, disse.

Também acusou o governo de transformar lucro de estatais em prejuízo bilionário e afirmou que “a corrupção e o roubo do INSS chegaram dentro do gabinete do presidente da República”, em uma referência ao filho do presidente, Lulinha.

Isabela e o vice Alfredo Gaspar

Antes de encerrar, Flávio chamou ao palco uma menina identificada como Isabela, que, segundo ele, fez uma traqueostomia e recuperou a voz após receber a visita dele, tratando o caso como um “milagre.

Também apresentou o vice na chapa, Alfredo Gaspar, como ex-promotor de Justiça por 24 anos, ex-secretário de Segurança de Alagoas e relator da CPI do INSS, dizendo que o relatório dele pediu a prisão de Lulinha por suposto desvio de recursos dos aposentados.

Promessas para 2027

No fechamento, em sequência de frases iniciadas por “o Brasil vai vencer”, Flávio prometeu um “tesouraço” a partir de janeiro, com corte de impostos, burocracia e cargos de indicação política.

Ele também voltou a dizer que defende classificar facções criminosas como organizações terroristas, com pena mínima de oito anos para furto de celular. Além da prisão para agressores de mulheres e seu projeto polêmico de “castração química” para abusadores e estupradores de mulheres e crianças.

Ele também reafirmou o desejo de redução da maioridade penal para que agressores de 16 anos sejam julgados como adultos.

Educação e saúde

Na educação, prometeu voucher para creche privada a mães sem vaga em creche pública, mudança no currículo escolar, parceria do setor produtivo com universidades e o programa “Minha Primeira Empresa”.

Na saúde, prometeu prontuário eletrônico unificado e atualização da tabela de repasses do SUS.

O candidato encerrou o discurso dizendo que vai indicar ao STF quatro ministros “contra a liberação do aborto” e que não perseguirão adversários políticos.

E disse também ser “o único” candidato capaz de negociar acordos comerciais com Estados Unidos, China, Israel, países do Oriente Médio, Índia e Argentina.

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