Exclusivo ao R7: André do Prado propõe ação integrada contra o crime organizado e mandato de 15 anos no STF
Candidato do PL ao Senado por São Paulo defende cooperação entre forças de segurança e mudanças no Supremo
2026|Guilherme Fagundes, do R7
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Candidato ao Senado por São Paulo, André do Prado (PL) defende o endurecimento das medidas de combate ao crime organizado e maior integração entre os órgãos de segurança pública para enfrentar a expansão das facções criminosas em setores da economia legal.
Em entrevista ao R7, o candidato afirma que é necessário dar continuidade às operações realizadas em São Paulo por forças policiais e pelo Ministério Público, especialmente contra a lavagem de dinheiro, o tráfico de drogas e a presença dos criminosos no setor de combustíveis.
Segundo André do Prado, o enfrentamento às facções criminosas também deve envolver estados, municípios e União. “Nós temos que continuar esse trabalho incansável de parcerias, fazendo com que os órgãos e os entes federados possam trabalhar conjuntamente, inclusive com cooperação internacional”, afirmou.
O candidato argumenta que a atuação das organizações criminosas deixou de estar restrita ao território brasileiro e, por isso, exige também articulação com outros países.
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Combate à lavagem de dinheiro
Questionado sobre as investigações que apontam a expansão do crime organizado em São Paulo para áreas como transporte público, combustíveis e serviços financeiros, André do Prado cita o combate à lavagem de dinheiro como uma das prioridades para caso seja eleito senador.
Deputado estadual e presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) entre 2023 e 2025, André do Prado destaca operações realizadas no estado e afirma que o trabalho conjunto entre as polícias e o Ministério Público deve ser mantido e ampliado.
O candidato também defende a criação e a aprovação de leis que, segundo ele, possam “endurecer ainda mais” o combate às organizações criminosas. André do Prado cita o avanço das facções no setor de combustíveis e afirma que a atuação dos criminosos está chegando às estruturas do poder público.
Mandato de 15 anos para ministros do STF
André do Prado afirma ser favorável ao impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e a mandato de 15 anos para a Corte.
O candidato foi questionado sobre os pedidos de impeachment apresentados no Senado e mudanças no funcionamento do STF, incluindo limitações a decisões monocráticas e à criação de mandatos para ministros.
Ele afirma que apoia as propostas que ampliam os mecanismos de controle da Corte e defende que os integrantes do Supremo estejam sujeitos às regras previstas na legislação.
“O ministro do Supremo Tribunal Federal não está acima da lei. Tem que ser julgado caso cometa algum crime de responsabilidade”, afirmou.
De acordo com André do Prado, o Senado deve analisar casos concretos em que haja possibilidade de crime de responsabilidade cometido por ministro do STF.
O candidato cita os processos de dois ex-presidentes da República como exemplo de que autoridades podem ser submetidas a mecanismos de responsabilização.
André do Prado também declara apoio à limitação do período de permanência dos ministros no STF. A proposta defendida pelo candidato estabelece mandato de 15 anos para os ministros na Corte. Ele também declarou ser favorável à idade mínima de 50 anos para indicação ao cargo.
O candidato também disse ser favorável a propostas que aumentem o rodízio na composição do Supremo.
“Nós temos que modernizar a nossa legislação, até para fazer com que tenha uma rotatividade maior de ministros dentro do Supremo Tribunal Federal”, disse.
Assista na íntegra à entrevista de André do Prado à RECORD NEWS:
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