Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Flávio Bolsonaro muda estratégia e foca campanha em inflação e endividamento das famílias

Dados de inadimplência das famílias alimenta discurso que não contava no plano de governo de candidato

2026|Renato Jakitas

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Bolsonaro alterou sua estratégia de campanha para focar na inflação e no endividamento das famílias brasileiras.
  • A economista Daniella Marques anunciou um programa de renegociação de dívidas utilizando ativos da União, caso Flávio seja eleito.
  • A campanha de Bolsonaro agora inclui a Caixa Econômica Federal como operadora central para renegociação de dívidas, especialmente para beneficiários do Bolsa Família e do CadÚnico.
  • O endividamento das famílias brasileiras atingiu 82% em julho, enquanto a inadimplência recuou marginalmente, coincidindo com o programa Desenrola 2.0 do governo Lula.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Flávio Bolsonaro participou de agenda de campanha no Nordeste Charles Vieira/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro

Nesta quarta-feira (26), durante agenda no Nordeste, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) associou o recorde de endividamento das famílias brasileiras à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No mesmo dia, a economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e assessora econômica da campanha, disse pela primeira vez que um eventual governo de Flávio terá um programa de renegociação de dívidas de consumidores, usando ativos da União.


A dobradinha indica uma mudança de estratégia do senador. A candidatura vinha concentrando o discurso em segurança pública e nos ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF). Mas passa a incluir inflação e endividamento das famílias entre os temas centrais.

O plano de governo publicado pelo PL, apresentado em 13 de agosto, já citava a Caixa Econômica Federal como instrumento de crédito e orientação financeira, mas o mecanismo de renegociação com ativos federais detalhado nesta quarta-feira pela ex-presidente do banco público não constava no documento original.


Ativos da União

Segundo Daniella Marques, o programa usaria créditos de dívidas ativas, estatais, contratos antecipados de exploração de petróleo e fundos imobiliários com imóveis federais.

A estimativa da campanha é de que um terço dos mais de R$ 5 trilhões mapeados em ativos públicos sirva de base para a iniciativa.


A Caixa seria a operadora central da renegociação, com mutirões presenciais nas agências voltados a beneficiários do Bolsa Família e do Cadastro Único (CadÚnico).

Endividamento das famílias

Os dados de endividamento dão base ao discurso da campanha. Em julho, 82% das famílias brasileiras estavam endividadas, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). É o sexto mês seguido de recorde na série histórica, iniciada em 2010.


O comprometimento médio da renda das famílias com o pagamento de dívidas chegou a 28,6% em março, segundo o Banco Central, ante 20,1% em 2019, antes da pandemia. A Serasa contabiliza mais de 82 milhões de brasileiros com o nome negativado, o equivalente a cerca de 50,5% da população adulta, conforme dado de abril.

Desenrola 2.0

O termo usado por Flávio, porém, não corresponde exatamente ao indicador mais recente. A inadimplência, ou seja, o percentual de famílias com contas em atraso, recuou marginalmente, de 29,9% em junho para 29,8% em julho, segundo dados da CNC.

O recuo da inadimplência em julho coincide com os primeiros três meses do Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo Lula em maio, com juros de até 1,99% ao mês e desconto de até 99% em dívidas do Fies.

A própria CNC atribuiu parte da melhora ao programa federal, embora tenha classificado o efeito como pequeno diante do avanço simultâneo do endividamento total.

O Desenrola já teve uma primeira edição em 2023, quando renegociou R$ 53 bilhões em dívidas, mas a inadimplência voltou a subir menos de um ano depois.

Segundo relatório recente publicado pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas), o Desenrola alivia o problema no curto prazo, mas não ataca causas estruturais como juros elevados, renda comprometida e uso recorrente de crédito rotativo, o que tende a gerar reincidência no endividamento.

Search Box

🗳️Eleições 2026: leia todas as notícias sobre a disputa

🤳🏽Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp 📲

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.