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Flávio Bolsonaro não esclarece relação com Vorcaro e, agora, diz que confia em urna eletrônica

Candidato afirmou que irmão Eduardo Bolsonaro errou em ‘tarifaço’ de Trump

2026|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Bolsonaro não esclareceu detalhes do financiamento de Daniel Vorcaro para um filme sobre Jair Bolsonaro, mas afirmou que foi um patrocínio privado sem uso de dinheiro público.
  • O candidato mudou de postura sobre as urnas eletrônicas, dizendo agora confiar no sistema de votação e admitindo erro factual sobre a origem dos equipamentos.
  • Flávio Bolsonaro foi questionado sobre homenagens e apoios controversos, como a medalha a Adriano da Nóbrega e o apoio a Rodrigo Bacelar, mas minimizou as críticas.
  • Em questões econômicas e ambientais, Flávio não apresentou números concretos sobre a dívida pública e não desmentiu suas declarações passadas sobre o aquecimento global.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Candidato Flávio Bolsonaro não explicou relação com banqueiro Daniel Vorcaro e nem destino de dinheiro pedido para filme de seu pai Agência Brasil

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) não esclareceu nesta sexta-feira (28) detalhes do financiamento que recebeu do banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraude no caso do Banco Master, para custear um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Já sobre as urnas eletrônicas, alvo de desconfiança que ele próprio ajudou a alimentar nos últimos anos, o candidato mudou de tom: reconheceu ter cometido um erro factual ao dizer que uma empresa venezuelana fabricava os equipamentos e afirmou, agora, confiar no sistema de votação.

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Daniel Vorcaro

Questionado sobre ter pedido recursos ao banqueiro para viabilizar o filme, o candidato negou o termo, mas não o fato. “Não pedi dinheiro, eu pedi um patrocínio”, disse.

Em entrevista à Rede Globo, Flávio Bolsonaro voltou a dizer que o valor recebido foi um patrocínio privado ao filme, sem uso de dinheiro público. Novamente, o candidato recusou-se a apresentar o contrato firmado com Vorcaro ou uma planilha detalhada dos gastos, afirmando que essas informações já são públicas.

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Adriano da Nóbrega

Na parte da entrevista sobre segurança pública, Flávio Bolsonaro foi questionado sobre a medalha Tiradentes que concedeu, ainda como deputado estadual, a Adriano da Nóbrega, chefe do grupo de extermínio conhecido como Escritório do Crime, morto anos depois em confronto policial na Bahia.

O candidato disse que a homenagem ocorreu quando Nóbrega “não tinha feito absolutamente nada de errado” e era “um policial reconhecido”, antes de qualquer acusação contra ele.

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Flávio entregou a medalha pessoalmente em 2005, quando Nóbrega já estava preso preventivamente, aguardando julgamento por homicídio.

O candidato também empregou a mãe e a esposa de Nóbrega em seu gabinete na Alerj, num vínculo que a Justiça associou ao esquema de rachadinha, embora as provas tenham sido posteriormente anuladas.

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Questionado também sobre o apoio que deu à candidatura de Rodrigo Bacelar ao governo do Rio, hoje preso e apontado pela Polícia Federal como líder político de um núcleo do Comando Vermelho, ele disse que a composição inicial da chapa respeitava acordos locais. Destacou, contudo, que, “se comprovadas”, as acusações da polícia seriam um caso “gravíssimo”.

Tarifaço de Trump

Sobre o tarifaço de 50% imposto por Donald Trump às exportações brasileiras, Flávio Bolsonaro disse ter ido pessoalmente à USTR, o escritório de comércio dos Estados Unidos, defender as empresas brasileiras e pedir o cancelamento das tarifas.

A respeito de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que comemorou publicamente o anúncio do tarifaço no mesmo dia, pedindo que brasileiros agradecessem a Trump e associando o episódio à Lei Magnitsky, Flávio Bolsonaro disse discordar da conduta do irmão nesse episódio específico, admitindo que ele “errou”.

No entanto, defendeu que o trabalho de Eduardo nos Estados Unidos busca “denunciar” supostas violações de direitos humanos cometidas pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Economia

Na área econômica, o candidato foi questionado três vezes sobre a que patamar levaria a dívida pública brasileira e em quanto tempo, mas não apresentou um número ou um prazo. Disse que cortaria ministérios, cargos comissionados e mais de mil atos normativos por decreto, e associou a queda dos juros à “credibilidade” que seu governo traria, sem detalhar o mecanismo. Também não respondeu diretamente se manteria o reajuste do salário mínimo e das aposentadorias acima da inflação.

Meio ambiente

Sobre meio ambiente, Flávio Bolsonaro foi cobrado por ter afirmado publicamente, em 2019, que o aquecimento global não existe e que o mundo estaria passando por um resfriamento.

Questionado se mantém essa posição diante da evidência científica atual, ele não repetiu a negação, mas também não a desmentiu. Disse acreditar em “eventos climáticos extremos” e “cíclicos”, que não estariam ligados “diretamente” à ação humana.

Perguntado sem rodeios se acha que o aquecimento global não existe, respondeu: “Eu acho que tem eventos climáticos extremos.”

A entrevista terminou com um anúncio: Flávio Bolsonaro disse que, se eleito, terá o médico Cláudio Lottenberg, presidente do Hospital Albert Einstein, como ministro da Saúde.

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