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Haddad diz que obras estaduais só se viabilizaram por causa de PAC e BNDES

Candidato petista voltou a defender que Túnel Santos-Guarujá e trem intercidades contaram com cooperação do Governo Federal

2026|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Fernando Haddad afirma que obras estaduais, como o Túnel Santos-Guarujá e o trem intercidades, foram viabilizadas pelo apoio do governo federal através do PAC e BNDES.
  • Haddad critica o atual governador Tarcísio de Freitas por atrasar a adesão ao programa de renegociação da dívida, resultando em uma perda de R$ 8 bilhões para São Paulo.
  • O candidato do PT pretende criar uma rubrica específica no orçamento para apoiar municípios pequenos e melhorar o setor de agronegócio através de institutos de pesquisa e seguro rural.
  • Haddad critica a legalização das bets e jogos eletrônicos, destacando o impacto negativo na sociedade e a dificuldade de proibição devido ao lobby e dependência financeira de meios de comunicação e times de futebol.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ex-ministro disse que atual governo federal já investiu em SP quatro vezes mais que anterior Reprodução/YouTube Jovem Pan News - 18.08.2026

O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, voltou a defender nesta terça-feira (18) que parte das obras da atual gestão estadual só saíram do papel por conta do apoio do governo federal. Segundo Haddad, empreendimentos como o trem intercidades e o túnel que irá ligar Santos ao Guarujá tiveram apoio do governo Lula (PT) por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do BNDES.


“São Paulo recebeu R$ 3 bilhões de financiamento no governo Bolsonaro, porque o Bolsonaro não gostava do ex-governador, João Dória. O presidente Lula botou já R$ 13,7 bilhões, quatro vezes mais, e eu não estou falando nem da renegociação da dívida”, listou Haddad durante sabatina na rádio Jovem Pan.

Ao falar sobre a renegociação da dívida do Estado com a União, Haddad disse que o atual governador, Tarcísio de Freitas, demorou a aderir ao programa, o que fez com que São Paulo ficasse com R$ 8 bilhões a menos no caixa estadual.


“São Paulo está deixando de pagar, de juros, R$ 1 bilhão por mês. R$ 12 bilhões por ano. E o Tarcísio, que atrasou a adesão ao programa, perdeu oito meses, ou seja, perdeu R$ 8 bilhões”, detalhou Haddad, dizendo que, quando for governador, irá continuar negociando a dívida com a União para melhorar as finanças paulistas.

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Interior e agro

Durante a sabatina, Haddad afirmou que a atual gestão tem dado pouca atenção a municípios pequenos do interior. “O governador só atende prefeito para tirar foto de solenidade (...). E de recurso em que ele é obrigado a repassar”, criticou Haddad. Nesse sentido, o ex-ministro da Fazenda se comprometeu a criar uma rubrica específica no Orçamento voltada para cidades com menos de 25 mil habitantes.


Em relação ao setor do agronegócio, Haddad disse que é preciso recuperar os institutos de pesquisas do Estado, que desenvolvem atividades voltadas para a área, e garantir um seguro rural, sobretudo para pequenos produtores.

O ex-ministro da Fazenda ainda fez menção ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos, associando a medida à articulação do grupo político ligado à família Bolsonaro e a Tarcísio, que acabou prejudicando o Estado de São Paulo. Segundo Haddad, a melhor resposta ao tarifaço é mostrar aos americanos que o Brasil “não depende” só deles e pode fazer comércio e pode exportar para outros destinos.


Bets

Haddad voltou a criticar a legalização das bets e outros jogos eletrônicos no país. Segundo ele, o ex-presidente Jair Bolsonaro ficou quatro anos sem fazer nada para resolver o problema, até sua chegada ao Ministério da Fazenda.

“O governo Bolsonaro, do qual o atual governador Tarcísio de Freitas fazia parte, não estava nem aí para saber o que estava acontecendo. Quem botou a mão na cumbuca fui eu, como ministro da Fazenda. Quando eu vi o tamanho do buraco, eu já chamei de epidemia e disse: é melhor proibir. Não tem arrecadação que justifique o estrago que isso faz para a sociedade”, disse Haddad durante a sabatina.

Ele reforçou, porém, que, dado o tamanho do mercado que as bets se tornaram e a dependência desse tipo de publicidade, é difícil hoje voltar atrás e proibir a atividade. “Hoje existe um grande lobby dos meios de comunicação para não acabar com as bets, porque eles alegam que quebrariam sem o dinheiro do jogo. Times de futebol também reclamam muito da possibilidade de acabar com as bets”, frisou.

O ex-ministro, contudo, defendeu sua posição de ao menos ter começado a cobrar imposto do setor e aprovado medidas regulatórias, como a que impede que beneficiários de programas sociais tenham registro nessas plataformas de jogo online.

Haddad também criticou o envolvimento de políticos que atuam para o setor de bets e disse que nenhum desses parlamentares é ligado ao PT. “Nunca recebi um parlamentar do PT falando de bet. Infelizmente, recebi parlamentares dos partidos da base do Tarcísio que defendem as bets. Inclusive, eram contra a taxação das bets”, afirmou.

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