Qualificação e trabalho perto de casa: veja como candidatos no DF querem gerar emprego e renda
Entre as medidas estão inteligência artificial para conectar vagas e trabalhadores, crédito e polos econômicos nas RAs
2026|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os planos de governo dos principais candidatos ao Governo do Distrito Federal apresentam propostas diferentes para ampliar as oportunidades de trabalho e geração de renda. Entre as medidas estão a criação e modernização de canais de emprego, programas de qualificação profissional, facilitação do acesso ao crédito, estímulo ao empreendedorismo e incentivos para levar empresas e empregos para regiões administrativas fora do Plano Piloto.
As propostas dos seis candidatos analisados — Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Ricardo Cappelli (PSB), Kiko Caputo (Novo) e Paula Belmonte (PSDB) — também dão atenção a públicos específicos, como jovens em busca do primeiro emprego, mulheres chefes de família, trabalhadores com mais de 50 anos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Confira a seguir as principais promessas de cada candidato.
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Celina Leão (PP)
Celina Leão concentra suas propostas na modernização dos serviços de emprego, na qualificação profissional e na ampliação da autonomia econômica, especialmente para mulheres chefes de família.
O “Programa Mãe Por Inteiro” prevê prioridade para essas mulheres no acesso a vagas de creche compatíveis com a jornada de trabalho, articulando o benefício a ações de qualificação, microcrédito e programas habitacionais.
Para os jovens, o “Programa Primeiro Sim” pretende ampliar as oportunidades de primeiro emprego, estágio e empreendedorismo, além de modernizar as Agências do Trabalhador e os canais de intermediação de mão de obra.
O “Trampo Novo” prevê cursos técnicos gratuitos voltados a áreas da economia digital, criativa e tecnológica, como inteligência artificial, desenvolvimento de aplicativos, marketing digital e robótica. O plano também propõe pontos de apoio para trabalhadores por aplicativo e uma política de qualificação conectada às vocações econômicas de cada região administrativa.
O desenvolvimento econômico do Distrito Federal será orientado pela geração de emprego e renda, pelo fortalecimento das empresas locais, pela atração de investimentos e pelo estímulo à inovação. O Governo aprimorará os instrumentos fiscais, imobiliários, financeiros e creditícios, simplificará a instalação e a expansão de negócios e promoverá a melhoria gradual da infraestrutura das Áreas de Desenvolvimento Econômico.
José Roberto Arruda (PSD)
José Roberto Arruda aposta no uso de tecnologia para aproximar trabalhadores e empresas e no cruzamento de dados para orientar as políticas de qualificação.
Uma das principais propostas é o “Marketplace de Talentos”, plataforma digital com inteligência artificial na qual trabalhadores poderão cadastrar competências e experiências, enquanto empresas registrarão vagas e perfis profissionais procurados. Os dados seriam usados também para orientar os cursos de capacitação oferecidos pelo governo.
O plano prevê ainda as “Carretas de Capacitação”, instaladas próximas a creches, escolas e Centros Olímpicos, para oferecer cursos de qualificação e empreendedorismo a mães enquanto os filhos estiverem em atividades. Mulheres chefes de família que entrarem em cursos ou conseguirem emprego formal teriam prioridade em vagas de creche.
Arruda também propõe microcrédito e empreendedorismo para mães de pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) e deficiências múltiplas, além do “Emprega Entorno”, voltado à criação de áreas de desenvolvimento econômico em parceria com Goiás e Minas Gerais para gerar empregos fora do Plano Piloto.
O Distrito Federal deixará de apoiar apenas a criação de startups e passará a desenvolver empresas capazes de crescer, competir globalmente e gerar empregos qualificados. O objetivo será posicionar Brasília entre os principais ecossistemas latino-americanos de inovação, empreendedorismo tecnológico e investimento em economia do conhecimento.
Leandro Grass (PT)
Leandro Grass concentra suas propostas na valorização da renda do trabalhador, no estímulo aos pequenos negócios e na criação de empregos nas regiões administrativas.
Uma das principais medidas é a criação de um piso salarial distrital ou regional, a partir de estudos com o setor produtivo e as centrais sindicais. A proposta busca alcançar trabalhadores de categorias que não possuem piso definido, como domésticas, comerciários, serviços gerais e motoboys.
O plano também prevê a reestruturação do microcrédito produtivo, com juros baixos para pequenos negócios periféricos, mulheres e jovens, utilizando o BRB (Banco Regional de Brasília) como instrumento de fomento.
Para descentralizar a geração de empregos, Grass propõe criar “polos econômicos de proximidade”, com incentivos para empresas se instalarem em regiões como Ceilândia, Samambaia, Planaltina, Santa Maria, São Sebastião e Recanto das Emas. A proposta é reduzir os deslocamentos até o Plano Piloto.
O candidato ainda prevê uma “Política Distrital de Cuidados”, com expansão de creches e centros-dia, além de bootcamps gratuitos de programação e dados e um modelo de ensino dual que combine formação técnica e trabalho remunerado.
Brasília não foi construída para ser apenas a cidade onde o Brasil assina documentos. Foi criada para integrar o país e impulsionar o desenvolvimento. Ao longo do tempo, parte dessa vocação se perdeu, e recuperá-la é uma escolha concreta de futuro. A capital que conhece por dentro o funcionamento do Estado pode transformar esse conhecimento em soluções melhores para o Brasil e para outras cidades, gerando emprego qualificado, renda, inovação e distribuição de oportunidades.
Ricardo Cappelli (PSB)
Ricardo Cappelli apresenta uma política voltada principalmente à ampliação do acesso ao crédito, à descentralização da economia e ao fortalecimento dos pequenos negócios.
O plano prevê a criação do “Banco do Povo”, programa de crédito produtivo orientado para pequenos e médios empreendedores e MEIs, com juros subvencionados, garantias facilitadas, fundos garantidores, assistência técnica e educação financeira.
Outra proposta é o programa “Territórios de Prosperidade”, que pretende criar polos de inovação, infraestrutura compartilhada, incubadoras e ações de qualificação nas regiões administrativas. A iniciativa priorizaria setores como tecnologia, economia criativa, economia verde, logística e agroindústria.
Cappelli também propõe digitalizar a abertura e o licenciamento de empresas para reduzir a burocracia e utilizar as compras do governo para priorizar cooperativas, microempresas locais e agricultura familiar. O plano ainda trata a chamada economia do cuidado como estratégia para reduzir a sobrecarga de tarefas domésticas não remuneradas e ampliar a participação feminina no mercado de trabalho e no empreendedorismo.
A política de desenvolvimento adotará uma abordagem territorial e gradual. As áreas de maior renda funcionarão como polos de inovação, conhecimento e investimento. As regiões de desenvolvimento médio receberão instrumentos de crédito, formalização, capacitação e infraestrutura produtiva. Nas áreas de maior vulnerabilidade, as ações econômicas serão integradas às políticas sociais, educacionais e de cuidado.
Kiko Caputo (Novo)
Kiko Caputo propõe concentrar em uma mesma estrutura os serviços relacionados a emprego, qualificação, empreendedorismo e crédito.
A “Jornada DF de Oportunidades” prevê transformar as atuais Agências do Trabalhador em “Centros de Prosperidade” e criar uma Agência Virtual do Trabalhador.
Outra medida é a “Tarifa Zero – Caminho para o Emprego”, que pretende viabilizar transporte público gratuito para desempregados encaminhados pelas Agências do Trabalhador a entrevistas, processos seletivos e cursos de qualificação.
Para os jovens, o plano propõe o “Passaporte de Talentos”, um portfólio digital com competências, cursos e experiências, além da ampliação dos programas de estágio do GDF.
Há ainda propostas específicas para mulheres chefes de família e mães cuidadoras, conectando qualificação, microcrédito e intermediação de trabalho. Caputo também prevê o “Programa Reingresso” e o “Reinserção 50+”, com requalificação e reinserção profissional para trabalhadores com 50 anos ou mais, além de percursos de inclusão produtiva para pessoas em situação de vulnerabilidade extrema, como população em situação de rua e egressos do sistema prisional.
Nosso compromisso é ampliar as políticas de inclusão produtiva para apoiar quem busca o primeiro emprego, quem precisa voltar ao mercado de trabalho e quem enfrenta maiores dificuldades para reconstruir sua trajetória profissional. Também integraremos qualificação e orientação profissional, intermediação de mão de obra, experiências práticas e acompanhamento individualizado para que jovens, trabalhadores desempregados e pessoas em processo de reinserção encontrem caminhos concretos para recuperar sua autonomia econômica.
Paula Belmonte (PSDB)
Paula Belmonte concentra as propostas na redução da burocracia para empresas, no desenvolvimento econômico de cada região e no estímulo à economia verde.
O plano prevê a digitalização e integração dos processos de abertura, licenciamento, licenças e autorizações para empresas, com o objetivo de facilitar a instalação de negócios e a geração de empregos.
Outra frente é o desenvolvimento de vocações regionais, que prevê identificar as características econômicas de cada região administrativa para direcionar investimentos, qualificação profissional, infraestrutura e linhas de crédito.
Paula também propõe estimular a economia verde e circular, apoiando cooperativas de catadores e empresas que transformem resíduos sólidos em atividade econômica. Na área social, o plano relaciona a ampliação da educação integral à possibilidade de mães e responsáveis trabalharem ou se qualificarem.
A candidata ainda prevê integrar políticas de proteção social para mulheres vítimas de violência a programas de qualificação, crédito produtivo e empreendedorismo, com foco na independência financeira.
Brasília precisa aproveitar sua capacidade de produzir conhecimento, tecnologia e inovação, diversificar sua economia, atrair investimentos, apoiar quem empreende e criar oportunidades de trabalho e renda nas diferentes regiões. Quem quer trabalhar, investir e gerar emprego precisa encontrar no governo um facilitador, e não uma sucessão de obstáculos.
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