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Nova cobra descoberta na China usa cauda para fingir ter duas cabeças

Espécie descoberta na China utiliza a cauda como falsa cabeça para despistar predadores

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Nova cobra descoberta na China usa a cauda para confundir predadores. (Imagem: Qi, Nguyen, J. Wang, Zeng, Shi, Xu, Song, Zhong Huang, Mo, Poyarkov & Y.-Y. Wang, 2026) Fala Ciência

Pesquisadores identificaram na China uma espécie de serpente com uma estratégia de defesa extremamente incomum. Batizada de Calamaria incredibilis, a chamada cobra-junco-de-Guangxi utiliza a própria cauda para criar a ilusão de possuir duas cabeças, confundindo possíveis predadores.

A descoberta ocorreu durante levantamentos de biodiversidade realizados na Reserva Natural Nacional de Huaping, região montanhosa próxima à fronteira entre China e Vietnã. O estudo foi publicado na revista científica Zoosystematics and Evolution e chama atenção pelo comportamento curioso desenvolvido pelo pequeno réptil. Entre as principais características da nova espécie estão:


  • Mede cerca de 20 centímetros;
  • Não possui veneno;
  • Tem hábitos noturnos;
  • Usa a cauda como mecanismo de defesa;
  • Vive escondida sob folhas e rochas.

Uma falsa cabeça para sobreviver


Quando se sente ameaçada, a serpente ergue a extremidade da cauda e começa a movimentá-la como se fosse outra cabeça. O efeito visual é reforçado por marcas corporais semelhantes às encontradas na cabeça verdadeira, tornando o blefe ainda mais convincente.

Esse comportamento ajuda a distrair predadores e pode aumentar as chances de sobrevivência da espécie. Em muitos casos, o atacante acaba direcionando o ataque para a cauda em vez da região vital do corpo.


Estratégias semelhantes já foram observadas em outras serpentes ao redor do mundo, mas os cientistas destacaram que a Calamaria incredibilis apresenta uma adaptação especialmente eficiente para esse tipo de defesa.

Pequena, discreta e pouco conhecida


Serpente cria ilusão de duas cabeças para aumentar chances de sobrevivência. (Imagem: Qi, Nguyen, J. Wang, Zeng, Shi, Xu, Song, Zhong Huang, Mo, Poyarkov & Y.-Y. Wang, 2026) Fala Ciência

A cobra-junco-de-Guangxi possui corpo fino, coloração marrom e pequenas listras escuras ao longo das escamas. Apesar da aparência discreta, a descoberta reforça o quanto ainda existe biodiversidade desconhecida em áreas florestais da Ásia.

A espécie passa grande parte do tempo escondida entre folhas úmidas, pedras e solos ricos em matéria orgânica. Sua alimentação inclui principalmente minhocas e larvas de insetos.

Além disso, os pesquisadores acreditam que a região onde a serpente foi encontrada funciona como um importante ponto de diversidade biológica, abrigando espécies ainda pouco estudadas pela ciência.

Descobertas recentes mostram riqueza escondida da natureza

A identificação da nova cobra faz parte de uma sequência recente de descobertas de répteis na Ásia. Nos últimos meses, cientistas também registraram novas espécies de víboras coloridas, lagartixas e até serpentes capazes de planar entre árvores em regiões tropicais do Camboja.

Essas descobertas reforçam como áreas remotas continuam escondendo animais desconhecidos, muitos deles com adaptações surpreendentes desenvolvidas ao longo da evolução.

Para os pesquisadores, a nova espécie mostra que a biodiversidade mundial ainda guarda comportamentos e mecanismos de sobrevivência capazes de surpreender até mesmo a ciência moderna.

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