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"A Revolução em Cuba segue e seguirá", afirma novo presidente 

Em discurso na Assembleia Nacional, Díaz-Canel reafirmou fidelidade a Raúl Castro e disse que política exterior cubana se manterá 'inalterável'

Internacional|Ana Luísa Vieira, do R7, com agências internacionais

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Díaz-Canel prometeu fidelidade a Raúl Castro
Díaz-Canel prometeu fidelidade a Raúl Castro

Em seu pronunciamento de posse na Assembleia Nacional de Cuba nesta quinta-feira (19), o novo presidente Miguel Díaz-Canelafirmou que "a Revolução [Cubana] segue e seguirá". 

Díaz-Canel, que foi indicado como candidato único ao cargo e recebeu 99,83% dos votos dos 604 deputados presentes, é o primeiro presidente desde 1959 que não é da família Castro — que lutou na guerrilha para derrubar o ditador Fulgencio Batista. O novo presidente nasceu após a Revolução Cubana.


O engenheiro ainda reafirmou sua fidelidade a Raúl Castro — que continua como diretor do Partido Comunista e líder das Forças Armadas no país.

— Assumo a responsabilidade com a convicção de que todos os revolucionários, de qualquer trincheira, serão fiéis a Fidel e Raúl, atual líder do processo revolucionário.


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No que diz respeito à política exterior, Díaz-Canel afirmou que Cuba se manterá 'inalterável'. "Cuba não aceita condicionamentos", completou. O novo presidente falou ainda que espera que a nova administração fortaleça seus laços de união com o povo cubano: "Teremos que exercer uma direção cada vez mais coletiva, fortalecendo a participação do povo".

Díaz-Canel chegou a convidar aqueles que quiserem 'ver a Cuba em toda a sua composição' para uma visita à Assembleia Nacional, 'com todas as mulheres que ocupam cargos decisivos no Estado e no governo'. Concluiu dizendo que a Revolução não termina com seus guerrilheiros e que o novo momento também será caracterizado pela "modernização do modelo econômico e social".


A mudança no poder ocorreu no dia do 57º aniversário da vitória cubana contra uma invasão de exilados cubanos apoiados pela CIA na Baía dos Porcos, em 1961, um marco da resistência de Havana à pressão "imperialista" por mudanças feita por Washington.

Raúl Castro, que ouviu o discurso da primeira fila, disse que no momento adequado Díaz-Canel também pode assumir seu posto de primeiro-secretário do Partido Comunista cubano. Em um determinado momento, ele levantou, com os braços erguidos, e foi ovacionado.

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