Ação de resgate de desaparecidos continua à noite em Beirute
Investigações apontam negligência na megaexplosão de um armazém que deixou ao menos 135 mortos na terça-feira (4)
Internacional|Do R7, com agências Reuters e Ansa

Equipes de resgate do Líbano continuaram os trabalhos de busca por desaparecidos nos destroços da explosão na zona portuária de Beirute. Investigações apontam negligência na megaexplosão de um armazém que deixou ao menos 135 mortos na terça-feira (4).
O governo e a Justiça do Líbano determinaram a prisão domiciliar de todos os responsáveis pela supervisão e gestão dos armazéns no porto de Beirute desde 2014 após as explosões registradas ontem.
Mais de 5 mil pessoas ficaram feridas na megaexplosão, de acordo com o ministro da Saúde, Hamad Hassan, e 250 mil foram desalojadas após ondas de choque terem destruído as fachadas de prédios, quenbrando vidraças e enchendo as ruas de estilhaços, poeira e destroços.
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Apesar de as investigações ainda estarem em andamento, já se sabe que havia cerca de 2.700 toneladas de nitrato de amônio armazenadas de maneira incorreta em um dos armazéns da área. A quantidade teria sido apreendida há seis anos e, até a explosão, nada tinha sido feito para retirar o produto do local.
Documentos divulgados pela emissora Al Jazeera apontam que as autoridades sabiam da existência e dos riscos do armazenamento no local desde 2014. A televisão informou que os funcionários alfandegários enviaram ao menos cinco cartas à Justiça entre 2014 e 2017 questionando o que deveriam fazer com a carga.
Os danos são estimados em, no mínimo, US$ 3 bilhões e há o temor do avanço da fome no país, com a destruição dos silos de armazenagem de grãos.
A megaexplosão que atingiu Beirute, capital no Líbano, na terça-feira (4), deixou um rastro de destruição que não era visto desde o fim da sangrenta guerra que abalou o país entre 1975 e 1990
A megaexplosão que atingiu Beirute, capital no Líbano, na terça-feira (4), deixou um rastro de destruição que não era visto desde o fim da sangrenta guerra que abalou o país entre 1975 e 1990

































