Acnur pede mais uma vez que UE atue frente a tragédias no Mar Mediterrâneo
Se confirmada a tragédia com 700 desaparecidos, o drama chegará ao pior momento
Internacional|Do R7

Após a última tragédia no Mar Mediterrâneo, na qual cerca de 700 pessoas desapareceram, o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) solicitou neste domingo novamente que a UE (União Europeia) estabeleça uma operação de resgate na região. Nas últimas semanas, o Acnur fez vários pedidos para autoridades europeias montarem uma operação de resgate para salvar os imigrantes que realizarem a travessia em embarcações frágeis que terminam por naufragar.
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Após o naufrágio no início da semana passada de uma embarcação na qual 400 imigrantes morreram, o Acnur solicitou o restabelecimento de uma operação similar à Marenostrum, que acabou em dezembro passado sem ser substituída, afirmou o chefe do Acnur, António Guterres.
— Este novo desastre confirma como é importante restaurar uma operação de resgate robusta e oferecer alternativas legais para se conseguir alcançar a costa europeia. Se isto não ocorrer, seguirão existindo pessoas que morrerão tentando alcançar a segurança na Europa. Mas a tragédia também lembra da necessidade de resolver as causas originárias que fazem com que tanta gente acabe com este trágico final. Espero que a UE assuma sua responsabilidade e evite outra tragédia desta magnitude.
Se a nova tragédia for confirmada, com a desaparecimento destas 700 pessoas, o drama migratório chegará ao seu pior momento na história na região. Até agora, a Guarda Costeira italiana informou sobre o resgate de 28 dos imigrantes que viajavam no barco e da recuperação de 24 corpos, enquanto unidades navais prosseguem a busca dos desaparecidos, que tinham partido da Líbia e naufragaram na zona do canal da Sicília.
Só neste ano mais de 35 mil solicitantes de asilo e imigrantes buscaram refúgio na Europa atravessando o mar, e se for confirmada a tragédia de hoje, 1.600 terão morrido durante a travessia. Ao longo de 2014, 290 mil imigrantes ilegais cruzaram o Mediterrâneo, dos quais cerca de 3.500 morreram na tentativa.
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