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Advogado de Roger Pinto diz que envio de comissão torna o caso político

Internacional|Do R7

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Brasília, 5 set (EFE).- O envio de uma comissão ministerial boliviana ao Brasil para tratar a situação do senador opositor Roger Pinto, que saiu de seu país sem o devido salvo-conduto, torna o caso político e não jurídico, considerou nesta quinta-feira seu advogado, Fernando Tibúrcio. O governo de Evo Morales confirmou que três ministros bolivianos se reunirão amanhã com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e com o advogado da Advocacia-Geral da União (AGU), Luis Inácio Adams, para tratar o caso. A missão ministerial boliviana, que entregará ao governo brasileiro os documentos dos processos judiciais contra Roger Pinto, é integrada pelos ministros Carlos Romero (Presidência), Nardi Suxo (Transparência Institucional e Luta contra a Corrupção), Cecilia Ayllón (Justiça) e membros do Ministério Público. "Não temos preocupação alguma com a chegada dessa missão de alto nível, pois isso só confirma que o assunto é tratado de maneira política, afinal há três ministros no grupo, além de integrantes do Ministério Público", declarou Tibúrcio em entrevista à "Agência Brasil". "É bom que todos venham para o Brasil e tragam os documentos que, na verdade, comprovam a inocência do senador", acrescentou o advogado. Tibúrcio se referiu também à retenção em um aeroporto boliviano do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Luis Vásquez, outro dos advogados de defesa de Roger Pinto. Vásquez foi retido várias horas no aeroporto de Santa Cruz de la Sierra quando viajava para o Brasil porque, segundo as autoridades, levava em sua bagagem selos diplomáticos sem a devida autorização legal. "A retenção do advogado Vásquez Villamor é uma demonstração clara que o caso do senador é tratado como uma questão política. É um absurdo um advogado ficar retido no aeroporto. Isso não pode ocorrer em situação alguma. É um insulto", declarou Tiburcio. No último dia 23 de agosto Roger Pinto fugiu ao Brasil da embaixada brasileira em La Paz, onde esteve como asilado diplomático durante quase 15 meses. O senador saiu da Bolívia sem o salvo-conduto necessário de parte do governo do presidente Morales e com ajuda de funcionários da legação brasileira. O fato provocou uma pequena crise diplomática entre os países, que provocou a queda do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, embora Morales já tenha dado por superado esse conflito, após reunir-se na semana passada com a presidente Dilma Rousseff. O senador opositor assegura que é um perseguido político por ter denunciado supostos vínculos de funcionários com o narcotráfico, mas o Executivo boliviano rejeita essa versão e argumenta que Roger Pinto tem contas pendentes com a Justiça por corrupção. EFE wgm/rsd

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