Al Shabab classifica terroristas do ataque a "Charlie Hebdo" como "heróis"
Internacional|Do R7
Nairóbi, 9 jan (EFE).- O grupo jihadista da Somália Al Shabab assegurou nesta sexta-feira que os terroristas que realizaram o ataque contra a revista satírica francesa "Charlie Hebdo", no qual morreram pelo menos 12 pessoas, são "heróis" e assegurou que "milhares de muçulmanos" se alegraram com isso. "Os dois irmãos se transformaram nos primeiros homens a responder à violação e ataque ao profeta, e a ação dos mujahedins (lutadores pela jihad) alegrou milhares de muçulmanos", assegurou em comunicado lido na rádio somali "Andalus", emissora que faz propaganda dos radicais. Os suspeitos do massacre na sede da revista em Paris são os irmãos Chérif e Saïd Kouachi, que atualmente são objeto de uma perseguição policial no norte da capital. "A revista 'Charlie Hebdo' tinha insultado Maomé e nos últimos anos tinha perseguido os muçulmanos", acrescentou o Al Shabab, que em 2012 anunciou sua adesão formal a Al Qaeda. EFE Em palavras dos jihadistas, "milhões de muçulmanos se sentiam furiosos com isso", por isso que os autores do ataque contra a sede da publicação satírica em Paris são "heroicos mujahedins". "Os heróis vingaram o profeta com a cabeça daqueles que violaram sua dignidade", acrescentou o Al Shabab no comunicado. "Revivemos as palavras de (Osama) Bin Laden: 'Se a liberdade de expressão não tem limites, vocês atiraram primeiro contra a liberdade'", clamou o Al Shabab, que luta por impor um estado islâmico radical na Somália. Por outro lado, alguns líderes muçulmanos somalis já condenaram publicamente esta "massacre a pessoas inocentes". "Sentimo-nos preocupados com estas caricaturas sobre nosso profeta Maomé, mas condenamos a reação de massacrar pessoas inocentes", afirmou Shiekh Abdighani Jama, líder muçulmano em Mogadíscio, a capital somali. EFE aa-jem-ma/ma












