Manter o estreito de Ormuz aberto é a ‘principal demanda’ atual, opina especialista
Rota registrou, nesta segunda (22), o maior fluxo de embarcações desde o início da guerra no Oriente Médio, segundo dados de monitoramento
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O estreito de Ormuz registrou, nesta segunda-feira (22), o maior fluxo de embarcações desde o início da guerra no Oriente Médio. Dados de uma plataforma de monitoramento marítimo apontam que pelo menos 35 navios com carga atravessaram a rota ao longo do dia. O volume representa quase um terço do que era registrado antes do conflito, quando cerca de 120 navios transitavam diariamente pela passagem.
Ormuz havia sido reaberto na última semana após um acordo provisório firmado entre Estados Unidos e Irã. No entanto, o governo iraniano anunciou o fechamento da rota no sábado (20), em resposta aos ataques de Israel no Líbano. Na segunda, os lados chegaram a um entendimento sobre mecanismos para interromper os confrontos e garantir a segurança da região.
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Já nesta terça-feira (23), o presidente Donald Trump disse que concordou em permitir que a rota permaneça aberta, sem nenhum bloqueio naval da Marinha norte-americana. Enquanto o Irã, em conjunto com Omã, informou que estuda a futura administração da rota e os custos a serem cobrados pelos serviços prestados.
Em entrevista ao Conexão Record News, Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, ressalta que “manter o estreito aberto, talvez, seja a principal demanda” para os países atualmente, pois, pela passagem, é transportado 35% do gás usado no mundo, além de fertilizantes importados pelo Brasil.
“A ONU (Organização das Nações Unidas) e a Europa demoraram a tomar medidas”, diz Cabral. A Agência Marítima da ONU anunciou uma megaoperação para ajudar a retirar 11.000 marinheiros que ficaram presos no Golfo Pérsico. Porém, o especialista afirma que não é fácil retirar os navios de Ormuz de forma rápida.
“Tem navio que não vai conseguir sair sem algum reparo, alguma ajuda, mas como você pode mandar reparos, alguma ajuda em uma situação em que há precariedade em termos de segurança?”, questiona.
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