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Kim Jong-un anuncia que Coreia do Norte vai exercer sua posição como ‘Estado nuclear’

Especialista Ricardo Cabral analisa falas do ditador e ainda chama a atenção para a crescente militarização do Japão

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Kim Jong-un declara que a Coreia do Norte adotará postura de 'Estado nuclear' para enfrentar a segurança global.
  • Ricardo Cabral destaca que a Coreia do Norte busca dobrar seu arsenal nuclear com apoio da Rússia.
  • Kim acusa EUA e Coreia do Sul de aumentar riscos na península coreana com seu programa nuclear conjunto.
  • Cabral alerta para a crescente militarização do Japão, aumentando tensões na Ásia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O líder da Coreia do Norte declarou que o país adotará a postura de ‘Estado nuclear’. Kim Jong-un disse que os Estados Unidos estão aumentando as tensões e agravando o “derramamento de sangue” na Europa e no Oriente Médio. De acordo com o ditador, “incidentes e eventos inimagináveis estão ocorrendo devido à ganância das forças hegemônicas”. Ele também enfatizou que atuar como Estado nuclear é a única forma de enfrentar a situação de segurança global, que é imprevisível e complexa.

Segundo o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral, Kim Jong-un já havia indicado que pretende dobrar seu arsenal com a ajuda da Rússia. O suporte consistiria no envio de tropas norte-coreanas e munições em troca de proteína e combustível russos. De acordo com Cabral, essa troca “vem permitindo aos norte-coreanos tornar o seu armamento mais sofisticado e mais preciso”.


Kim Jong-un também apontou os EUA e a Coreia do Sul como responsáveis por aumentarem os riscos na península coreana. Ele disse que o programa nuclear conjunto dos países tem como única intenção atacar a Coreia do Norte. As alegações do líder ocorrem em um contexto de crescente tensão na Ásia, onde a China tem tomado ilhas que pertencem ao Vietnã e às Filipinas, além de ter ameaçado o Japão. Em resposta a essas ações, a Coreia do Sul teria aumentado seu orçamento militar.

Na entrevista ao programa Conexão Record News, Ricardo Cabral também chamou a atenção para a militarização do Japão, o que contribui para o aumento das tensões no continente asiático.


“Todo mundo se lembra do Japão na Segunda Guerra. Para a região, o perigo não é a China. O perigo é o Japão militarizado. E o Japão é aliado principal dos americanos lá no extremo Oriente”, concluiu.

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