Al Shabab publica três fotos de suposto oficial francês morto na Somália
Internacional|Do R7
Nairóbi, 14 jan (EFE).- A milícia fundamentalista islâmica somali Al Shabab publicou, nesta segunda-feira, três fotos que mostram o corpo de um suposto comandante francês morto durante uma fracassada operação de resgate de um refém francês, que aconteceu no sábado, no sul da Somália. Na primeira das mensagens publicadas através de sua conta no Twitter, Al Shabab comenta que "o comandante francês foi morto durante a incompetente operação de resgate em Bulo Marer". Na imagem publicada é possível ver o corpo de homem de pele branca sobre algo laranja, em uniforme de combate e com diversos hematomas em todo corpo. A segunda mensagem faz uma pergunta ao presidente da França. "François Hollande, mereceu a pena?", e é acompanhada de uma imagem do mesmo soldado em um plano mais aberto. Ao lado do corpo é possível ver diversas armas, uma mochila, um colete à prova de balas, um capacete e outros materiais supostamente pertencentes ao soldado. Na terceira imagem publicada, é possível observar o militar em primeiro plano, que leva uma corrente com uma cruz ao redor do pescoço. "A volta das cruzadas, mas a cruz não pôde salvar o soldado da espada", diz a mensagem que acompanha a foto. Em uma outra mensagem, Al Shabab mostra o armamento arrebatado do militar. "Alguns dos ghaneema arrebatados das forças francesas que fugiram. Nossas provisões estão sob a sombra de nossas espadas". Na madrugada de sábado, a França empreendeu uma operação para libertar o refém francês Denis Allex, sequestrado na Somália em 2009, operação mal-sucedida que acabou com a morte de um soldado francês e 17 terroristas, segundo o governo francês. O refém era agente da Direção Geral da Segurança Exterior (DGSE) e, no momento de seu sequestro em Mogadíscio, participava de uma missão de apoio ao governo de transição somali. Allex é um dos nove franceses sequestrados na África, dos quais cinco estão no Níger, dois em Mali e outro na Nigéria, e a maioria deles está em mãos do grupo terrorista Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI). Após seu sequestro, o agente da DGSE apareceu em duas ocasiões em vídeos publicados por sites radicais islâmicos, nos quais reivindicava a ajuda do presidente François Hollande e pedia que a França deixasse de apoiar o governo da Somália. Al Shabab, que anunciou em fevereiro de 2012 sua união formal à rede terrorista Al Qaeda, luta para instaurar um Estado islâmico de corte wahhabista na Somália. A Missão da União Africana na Somália (AMISOM), o Exército somali, as Forças Armadas etíopes e várias milícias governistas combatem os fundamentalistas islâmicos. Embora as tropas aliadas tenham chegado em setembro no maior reduto da Al Shabad, a cidade litorânea sulina de Kismayo, os radicais ainda controlam boa parte do centro e o sul da Somália, onde o frágil Executivo do país não impôs sua autoridade. A Somália vive em um estado de guerra e caos desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohammed Siad Barre, o que deixou o país sem um governo efetivo e em mãos de milícias radicais islâmicas, senhores da guerra e grupos de delinquentes armados. EFE jt/ff














