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Aliyev é reeleito presidente do Azerbaijão, segundo dados preliminares

Internacional|Do R7

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Baku, 10 out (EFE).- O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, foi reeleito com 84,59% dos votos nas eleições realizadas ontem, segundo dados oficiais preliminares oferecidos nesta quinta-feira pela Comissão Eleitoral Central (CEC) da ex-república soviética. "Não são números definitivos. O processo de apuração continua", disse o presidente da CEC, Mazahir Panahov, ao mencionar que faltam contabilizar os dados de 26 colégios eleitorais, cujas atas não chegaram por "problemas técnicos". Panahov acrescentou que, uma vez que forem recebidas todas as atas, a CEC tem um prazo de dez dias para apresentar o resultado definitivo ao Tribunal Constitucional, que deverá aprová-lo. O presidente da CEC informou que a participação eleitoral foi de 72,1% dos eleitores, pouco mais de 5 milhões de cidadãos. Segundo os dados preliminares, o líder da coalizão de oposição, Jamil Hasanli, obteve 5,54% dos votos, enquanto os outros oito candidatos conseguiram entre 2,38 e 0,61%. Hasanli exigiu hoje a anulação dos resultados eleitorais e a repetição das eleições presidenciais, pois as classificou como uma "fraude total". "A magnitude da fraude é tanta que é impossível estabelecer a vontade popular expressada nas urnas", disse em entrevista coletiva o candidato opositor, que acusou Aliyev de "usurpação do poder". Hasanli anunciou que "a luta não termina com as eleições" e que buscará a impugnação do resultado nos tribunais. O atual presidente, que foi acusado de calar a imprensa independente e proibir as manifestações políticas de oposição, foi reeleito em 2008 com 89% dos votos. Hasanli argumenta que Aliyev não poderia concorrer a um terceiro mandato, já que a reforma constitucional entrou em vigor quando o líder havia sido reeleito uma vez. A União Europeia, a ONU e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) denunciaram nas vésperas das eleições a intimidação, durante a campanha eleitoral, dos políticos da oposição, ativistas, jornalistas e seus familiares. EFE fg-bsi/rpr

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