EUA vão mirar a Nicarágua depois de ‘resolver o problema’ de Cuba, diz especialista
De acordo com Ricardo Cabral, regime de Ortega se sustenta na repressão
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, afirmou que o país não realizará mais eleições. De acordo com o governante, que já está no poder há quase 20 anos e deseja eliminar qualquer contestação eleitoral quando o quarto mandato terminar, a medida vai fechar qualquer caminho da oposição para chegar ao governo.
O país deveria ter eleições gerais em novembro deste ano, mas, devido a uma reforma constitucional profunda, que ampliou o tempo de mandato, as votações foram alteradas para o mesmo mês no ano de 2027. Além disso, os opositores foram presos ou exilados, assim como jornalistas e críticos do governo.
Veja Também
Em meio a isso, o Departamento de Estado dos Estados Unidos descreveu o governo de Ortega como uma ditadura que impõe sanções a mais de 2.350 autoridades.
“Nicarágua é outro alvo do governo Trump. Eles, provavelmente, esse ano, vão tentar resolver o problema de Cuba e depois vão se voltar contra a Nicarágua [...]. É como Cuba, que tem cidades espiãs que ficam monitorando os Estados Unidos e recebe muita ajuda dos chineses e dos russos”, argumentou o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral, em entrevista ao Conexão Record News.
Cabral ainda apontou que, apesar de a Nicarágua oferecer à China diversas vantagens para investimentos em um canal bioceânico, semelhante ao do Panamá, os chineses não se movimentam para isso por não acreditarem na sustentação governamental nicaraguense.
“A China não consegue reconhecer que o regime é forte e suficiente para que ele se sustente [...]. O regime Ortega se sustenta, não é de hoje, na repressão”, enfatizou.
Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!












