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Análise: cautela e carisma tornam Burnham um dos favoritos a substituir Starmer

Favorito ao cargo de premiê ‘provou que era possível derrotar o poderoso Nigel Farage’, diz Leonardo Trevisan

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Keir Starmer renunciou ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, aumentando a instabilidade política do país desde o Brexit.
  • Andy Burnham, ex-prefeito da Grande Manchester, é o principal candidato a substituir Starmer, prometendo descentralização das decisões.
  • Burnham tem uma postura cautelosa em relação ao Brexit, evitando alienar eleitores de direita enquanto mantém sua distância tradicional do tema.
  • Outros possíveis candidatos, como o ministro da Energia e a ministra do Interior, ainda não oficializaram suas candidaturas para a eleição em julho.

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Com a renúncia de Keir Starmer, premiê do Reino Unido, ocorrida nesta segunda-feira (22), o país dá adeus ao sétimo primeiro-ministro em dez anos. “Nesse contexto, o poderoso Reino Unido só perde para o Peru, que teve nove presidentes em dez anos”, ironizou o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan durante o programa Conexão Record News.

“Desde a saída do Reino Unido do Brexit [...] a instabilidade política aumentou muito na Inglaterra”, lembrou o especialista. Com Starmer fora, iniciam-se os preparativos para a corrida eleitoral que ocorrerá em julho para decidir o novo líder. O principal cotado entre os nomes é Andy Burnham, ex-prefeito da Grande Manchester, que confirmou a candidatura ao cargo.


O premier da Inglaterra, Keir Starmer, faz seu discurso de renúncia em frente ao povo britânico.
Keir Starmer anunciou a renúncia ao cargo nesta segunda-feira (22), em frente a 10 Downing Street Reprodução / Record News

Membro do Partido Trabalhista, que se apresenta como um candidato social-democrata, Burnham conquistou uma vaga no Parlamento britânico na semana passada, uma condição indispensável para concorrer. Segundo Trevisan, a força do político pode ser resumida em dois pontos principais.

“A promessa que ele faz para os ingleses, que o atrai tanto, é que ele pretende descentralizar as decisões. [...] Isso parece música nos ouvidos dos ingleses [...], mas, na verdade, o grande impulso dado para a candidatura do Burnham foi a vitória que ele teve na eleição. [...] Ele provou que era possível derrotar o poderoso Nigel Farage e o pensamento de direita mais radicalizado na Inglaterra”, explicou o professor.


Ao mesmo tempo que consegue derrotar oponentes importantes, Trevisan destaca que Burnham tem sido cauteloso em torno de um dos temas mais divisivos da nação, a volta à União Europeia. “Ele não quer provocar o voto de direita que apoia o Brexit, mas de alguma forma ele tem uma tradição muito de distância com o Brexit”.

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Um assunto que provavelmente será uma pauta de discussão entre os demais políticos que ainda podem aparecer na disputa. O ministro da Energia e a ministra do Interior consideram a vaga, mas até agora não divulgaram a candidatura. Em caso de mais de um concorrente, o vencedor será decidido por votação de todos os membros trabalhistas do Parlamento e assumirá o comando do Reino Unido em setembro.

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