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Keir Starmer: entenda crise que pode derrubar primeiro-ministro do Reino Unido

Líder do Partido Trabalhista descartou renunciar ao cargo frente ao governo britânico

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, enfrenta uma grave crise política após as recentes eleições municipais e regionais.
  • O Partido Trabalhista, de Starmer, perdeu cerca de 1.500 cadeiras de vereadores, aumentando a pressão interna por sua renúncia.
  • Apesar dos pedidos de 78 deputados trabalhistas para que ele deixe o cargo, Starmer reafirmou sua intenção de continuar governando e liderar o partido.
  • O governo enfrenta dificuldades em cumprir promessas feitas durante a campanha de 2024 e Starmer planeja adotar medidas mais contundentes para recuperar apoio político.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Keir Starmer assumiu cargo de primeiro-ministro em julho de 2024 Reprodução/Instagram/@10downingstreet

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou, durante reunião em seu gabinete nesta terça-feira (12), que não renunciará ao cargo frente ao governo britânico.

O encontro foi convocado de forma emergencial após um dia marcado por pedidos de saída feitos por parlamentares do Partido Trabalhista e pela renúncia de assessores e integrantes da administração, ampliando a pressão política sobre o premiê.


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Entenda crise

A crise política começou após as eleições municipais e regionais realizadas no país no início de maio. O Partido Trabalhista, de Starmer, perdeu cerca de 1.500 cadeiras de vereadores, enquanto o partido de direita Reform UK avançou de forma expressiva. O resultado foi interpretado como um termômetro da popularidade do premiê, que registra queda desde que chegou ao poder, em julho de 2024.

A pressão sobre Starmer aumentou depois de uma sequência de renúncias de assessores e secretários do governo, além de manifestações públicas de parlamentares trabalhistas defendendo sua saída. Até esta terça-feira, 78 dos 403 deputados trabalhistas haviam pedido publicamente que Starmer renunciasse imediatamente ou apresentasse um cronograma para deixar o comando do governo. Para que uma disputa interna pelo cargo seja oficialmente iniciado, ao menos 81 deputados trabalhistas precisam apoiar um mesmo candidato alternativo — número que ainda não foi alcançado.


Apesar da pressão interna, o premiê descartou deixar o cargo e afirmou que seguirá liderando o governo. “O país espera que continuemos governando. É isso que estou fazendo e é isso que devemos fazer como gabinete”, declarou durante reunião com ministros.

Starmer reconheceu a responsabilidade pelo desempenho eleitoral e admitiu que “as últimas 48 horas foram desestabilizadoras para o governo, o que tem um custo econômico real para o país e para as famílias”. Ainda assim, ressaltou que não existe, até o momento, nenhum processo formal aberto para contestar sua liderança no Partido Trabalhista. Integrantes próximos do governo também saíram em defesa de sua permanência.


O governo enfrenta dificuldades para cumprir promessas feitas durante a campanha de 2024, como acelerar o crescimento econômico, melhorar os serviços públicos, reformar o sistema de assistência social e reduzir o custo de vida da população. Na tentativa de reagir ao desgaste, Starmer prometeu, na segunda-feira (11), adotar medidas mais contundentes para enfrentar os problemas do país e recuperar apoio político.

A turbulência representa uma reviravolta para o Starmer, que assumiu o Partido Trabalhista em 2020. Na época, ele ganhou força ao apresentar um perfil mais moderado e defender a reconstrução do partido no centro político britânico. Já em 2024, levou os trabalhistas de volta ao poder com uma ampla maioria parlamentar, impulsionado pelo desgaste dos conservadores, que passaram por sucessivas trocas de primeiros-ministros e enfrentaram críticas pela condução da economia do país.


Mesmo pressionado, Starmer insiste que pretende disputar as próximas eleições gerais, previstas para 2029.

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