Análise: China pode aproveitar negociação entre EUA e Irã para estabilizar situação com Taiwan
Durante encontro nesta quinta (15), Trump e Xi falaram sobre a necessidade de manter o estreito de Ormuz aberto
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Durante encontro na China nesta quinta-feira (14), Donald Trump e Xi Jinping falaram sobre a necessidade de manter o estreito de Ormuz aberto. Segundo a Casa Branca, o líder chinês expressou oposição à “militarização” da passagem e à instauração de um pedágio no canal, como sugeriu o Irã.
Após o início da guerra, Teerã impôs um bloqueio quase total da passagem, por onde passa 20% do comércio global de petróleo e gás. Desde abril, apesar da trégua em vigor entre as partes, os Estados Unidos respondem com um bloqueio dos portos iranianos. A China é diretamente afetada porque mais da metade do petróleo que importa por via marítima é proveniente do Oriente Médio e passa pela rota.
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Em entrevista ao Conexão Record News, Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais, diz que a discussão sobre Ormuz é maior do que o embróglio envolvendo Taiwan, devido ao envolvimento de petróleo e fertilizantes. Trevisan alerta que, quando o plantio de novas safras chegar, o mundo inteiro precisará dos fertilizantes, que poderão estar em falta.
“O preço da ureia, para citar um dos componentes desse fertilizante, subiu 85% entre a última semana de fevereiro e a segunda semana de maio. É visível isso quando tem o fertilizante, porque, com Ormuz fechado, ele não passa”, explica.
Segundo ele, o problema é a eficácia da abertura do canal, já que o Irã cobra um preço por essa atitude ao exigir o fim da guerra, enquanto Trump pede ajuda a Pequim para negociar.
“A China está absolutamente convencida de que é um momento, que é a hora de conseguir uma situação mais estável para o seu domínio de Taiwan. Não há dúvida nenhuma de que a China percebeu isso e vai cobrar esse preço”, ressalta.
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