Análise: com segurança abalada, pode-se esperar ‘qualquer coisa’ da Rússia
Políticos de postura ‘linha-dura’ têm incentivado Vladimir Putin a intensificar o conflito e, se preciso, usar até armas nucleares contra a Ucrânia
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Após ataques da Ucrânia contra instalações essenciais para a Rússia, políticos russos, conhecidos pela postura “linha-dura”, estão incentivando o presidente Vladimir Putin a abandonar a diplomacia e intensificar o conflito contra a Ucrânia. Os apelos não são uma novidade, já que há muito tempo eles pressionam por uma mobilização total que inclua até mesmo o assassinato do líder ucraniano Volodymyr Zelensky.
Um magnata nacionalista afirmou que os ucranianos estão lutando com tudo o que têm e que, por isso, a Rússia precisa “lutar de verdade”, com direito a uso de armas nucleares. Em paralelo, outros representantes do país também passaram a defender que Moscou adotasse táticas militares e diplomáticas mais eficazes, semelhantes às do Irã.
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Em entrevista ao Conexão Record News, o analista de risco político e relações internacionais Marcelo Suano explicou que os russos sempre raciocinaram dentro de uma perspectiva da própria defesa, e não em fazer política externa com o horizonte em uma nova economia. Ou seja, a Rússia, de acordo com Suano, sempre buscou garantir a integridade do território e a força do seu povo e Estado.
“É o argumento que se precisa para dizer que a ‘nossa existência, a nossa segurança e a nossa defesa estão sob risco, logo seremos capazes de fazer qualquer coisa, inclusive armas nucleares’ [...]. Em se tratando de russos, você não pode descartar, porque, se for necessário para garantir a sobrevivência, eles farão qualquer coisa”, enfatizou.
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