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Análise: dependência japonesa do petróleo força premiê a se impor internacionalmente

Sanae Takaichi enfatizou urgência em resolver conflito; entrevistado explica efeitos que bloqueio tem gerado na economia japonesa

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, destaca a urgência em estabilizar o fornecimento de energia devido ao fechamento do estreito de Ormuz.
  • O Japão depende em 94% do petróleo do Oriente Médio, o que afeta sua economia com aumentos nos preços e custos de produção.
  • O Banco Central japonês deve ajustar as taxas de juros em resposta à incerteza econômica gerada pela dependência do petróleo.
  • Takaichi pede mais pressão diplomática sobre o Irã, EUA e Israel para resolver a situação do fornecimento de energia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O fechamento do estreito de Ormuz, por conta da guerra no Oriente Médio, tem gerado um impacto enorme na região da Ásia-Pacífico, declarou a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, durante um discurso realizado durante um evento na Austrália, realizado nesta segunda-feira (4). A líder destacou a urgência para estabilizar o fornecimento de energia na região.

O pesquisador da UFF (Universidade Federal de Franca) Lier Ferreira explicou que o fato de o Japão não possuir recursos petrolíferos no próprio território e o aumento do frete e do preço do barril de petróleo enchem a economia do país de incerteza, obrigando o Banco Central a ajustar as taxas de juros, o que amplia a complexidade da política monetária japonesa.


A gente sabe que o Japão é extremamente dependente desse petróleo do Oriente Médio. Ele corresponde a cerca de 94% das importações de petróleo bruto feitas pelo Japão. O impacto do aumento dos preços [...] eleva brutalmente os custos de produção industrial e de transporte dentro do Japão, pressionando a inflação e prejudicando o consumidor final”, argumentou o especialista em entrevista ao Conexão Record News desta segunda.

Com cortes na produção de empresas em algumas regiões do país, como Osaka, e o aumento da preocupação do povo em torno dos efeitos da guerra, Sanae se manifesta para sensibilizar o mundo sobre a importância do progresso nas negociações. “O que a gente espera é que essas movimentações sejam no sentido de aumentar a pressão diplomática. Tanto sobre o Irã quanto os EUA e Israel”, conclui Ferreira.

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