Professor acredita que Irã ‘pode vir a ganhar em qualquer tipo de acordo de cessar-fogo’
Na análise do entrevistado, o país utiliza as negociações como uma forma de sair do conflito beneficiado
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A mídia estatal do Irã e o próprio governo do país divulgaram que a nação não irá ceder nem o controle do estreito de Ormuz nem o enriquecimento de urânio em um eventual acordo de paz com os Estados Unidos. Um texto divulgado por autoridades iranianas afirma que as negociações nucleares serão realizadas em até 60 dias após a assinatura da atual proposta provisória.
“A gente vê agora o Irã avançando algumas casas no sentido de trazer coisas mais positivas para ele próprio”, enxerga Bruno Pasquarelli, doutor em ciência política e professor da UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), sobre a nova postura assumida pelo país.
Apesar das consequências econômicas e políticas geradas pelo conflito, Pasquarelli entende que a nação do Oriente Médio “pode vir a ganhar em qualquer tipo de acordo de cessar-fogo”. Na análise do especialista, entrevistado durante o Conexão Record News desta sexta (12), Donald Trump é uma figura central por trás desta nova flexibilidade.
“Trump quer desesperadamente sair da guerra, muito por conta do controle do Irã no estreito de Ormuz, do aumento da inflação e do aumento do preço do petróleo”, enumera o pesquisador sobre as consequências que prejudicam a sobrevivência política do líder norte-americano.
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