Análise: ‘Otan muçulmana’ seria vista como ameaça por potências, mas é improvável
Possibilidade foi levantada pelo presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, como uma forma de fortalecer a defesa do Oriente Médio
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A possibilidade da criação de uma “Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) muçulmana” foi levantada nesta terça-feira (23) pelo presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, como uma forma de fortalecer a defesa do Oriente Médio. Ela seria composta por Arábia Saudita, Catar, Egito, Turquia e liderada pelo Paquistão. A medida deixou Vitelio Brustolin, professor de relações internacionais, confuso.
“Imaginar que a Turquia possa fazer parte disso, logo a Turquia que também é um membro da Otan, é realmente algo inacreditável. [...] A própria Otan veria isso como uma ameaça”, avaliou, surpreso. O especialista enxerga a declaração como uma tentativa iraniana de criar alianças, mas a formação do grupo não seria vista como vantajosa para a maioria das potências.
Uma medida que seria interessante para o mundo inteiro, inclusive para o Irã, segundo Brustolin, seria a reabertura do estreito de Ormuz. “Como isso será feito, nós não sabemos ainda. Isso faz parte da difícil negociação que ocorre com o Irã nesse momento”, comentou Brustolin no Conexão Record News desta quarta-feira (24).
De qualquer maneira, a OMI (Organização Marítima Internacional), uma agência especializada das Nações Unidas, anunciou uma megaoperação com o auxílio de Omã para retirar os navios com tripulação estimada em 11 mil marinheiros retidos no estreito. “Omã já disse que gostaria de negociar a cobrança de taxas de tarifas para que as embarcações passassem ali. Os Estados Unidos ameaçaram atacar Omã caso façam isso”.
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