Análise: se Europa entrar na guerra será para forçar abertura de Ormuz, e não o contrário
Otan negou envolvimento em plano de Donald Trump, que fala em bloquear portos iranianos
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
Países membros da Otan disseram nesta segunda-feira (13) que não vão se envolver no plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de bloquear portos iranianos.
Para Igor Lucena, doutor em relações internacionais, “se tiver uma ação militar dos europeus, não será de fechamento; pelo contrário, será de forçar uma abertura”.
“Os europeus não podem ficar daqui a dois, três, quatro meses sem querosene, sem álcool, sem combustíveis para a sua navegação e também para os seus aviões. A Europa é o segundo ponto maior de portos e aeroportos depois dos Estados Unidos, então os europeus vão se abster de qualquer ação militar até que isso impacte diretamente a vida cotidiana”, diz o especialista em entrevista ao Conexão Record News.
A Europa já sente consequências da guerra no Oriente Médio. Companhias aéreas pedem para o bloco intervir com medidas de emergência em meio a fechamentos do espaço aéreo e à preocupação com escassez de combustível. Os aliados da Otan, que incluem Reino Unido e França, disseram que não vão se envolver no conflito e trabalham em iniciativas para abrir a rota. “Eu acho que os europeus vão tentar, até a última instância, tratar com diplomacia”, conclui Lucena.
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