Guerra no Oriente Méido: Conselho de Segurança da ONU é um ‘tigre sem dentes’, avalia especialista
Especialista falou sobre a reunião de emergência que será realizada pela organização; confira
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A União Europeia solicitou a Israel que a operação militar no Líbano fosse interrompida, depois de o país ter tomado o estratégico castelo de Beaufort e anunciado que retomaria os ataques ao sul de Beirute.
Segundo o premiê Benjamin Netanyahu, a retomada do castelo é uma resposta ao aumento dos ataques com foguetes e drones lançados pelo Hezbollah contra o norte de Israel. Além disso, o primeir-ministro também ordenou a ampliação da ofensiva.
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Com a escalada do confronto se intensificando, o Conselho de Segurança da ONU (Organção das Nações Unidas) confirmou uma reunião de emergência nesta segunda-feira (1°) para tratar do conflito.
“O Conselho de Segurança é um tigre sem dentes, porque ele não consegue fazer nada para impedir essa situação [...] Não é só Israel que ataca, vamos ser justos. O Hezbollah também responde com mísseis, também usa drones, então portanto os dois lados não respeitam o cessar-fogo”, argumentou o professor de Relações Internacionais Leonardo Trevisan, em entrevista ao Conexão Record News.
De acordo com a análise de Trevisan, a conquista do castelo de Beaufort é muito mais simbólica do que apenas um avanço militar israelense. Na verdade, apesar de ele ter seus 900 anos de existência, nos últimos 20 anos o local era uma ocupação de Israel, utilizado como um quartel-general, e por isso sua retomada representa muito mais que apenas um passo à frente para o governo israelense.
“Então é muito simbólico que Israel tenha retomado o castelo, é um recado claro para a população do sul do Líbano [...] É sinal de que os israelenses pretendem ficar de fato muito mais tempo no Líbano”, argumentou.
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