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Guerra no Oriente Méido: Conselho de Segurança da ONU é um ‘tigre sem dentes’, avalia especialista

Especialista falou sobre a reunião de emergência que será realizada pela organização; confira

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A União Europeia pediu a Israel para interromper a operação militar no Líbano após a tomada do castelo de Beaufort.
  • Benjamin Netanyahu afirmou que a retomada do castelo é uma resposta aos ataques do Hezbollah contra o norte de Israel.
  • O Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião de emergência para discutir a escalada do conflito entre Israel e Hezbollah.
  • O professor Leonardo Trevisan destacou que o Conselho de Segurança é ineficaz e que a retomada do castelo tem um forte simbolismo estratégico.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A União Europeia solicitou a Israel que a operação militar no Líbano fosse interrompida, depois de o país ter tomado o estratégico castelo de Beaufort e anunciado que retomaria os ataques ao sul de Beirute.

Segundo o premiê Benjamin Netanyahu, a retomada do castelo é uma resposta ao aumento dos ataques com foguetes e drones lançados pelo Hezbollah contra o norte de Israel. Além disso, o primeir-ministro também ordenou a ampliação da ofensiva.


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Com a escalada do confronto se intensificando, o Conselho de Segurança da ONU (Organção das Nações Unidas) confirmou uma reunião de emergência nesta segunda-feira (1°) para tratar do conflito.

O Conselho de Segurança é um tigre sem dentes, porque ele não consegue fazer nada para impedir essa situação [...] Não é só Israel que ataca, vamos ser justos. O Hezbollah também responde com mísseis, também usa drones, então portanto os dois lados não respeitam o cessar-fogo”, argumentou o professor de Relações Internacionais Leonardo Trevisan, em entrevista ao Conexão Record News.


De acordo com a análise de Trevisan, a conquista do castelo de Beaufort é muito mais simbólica do que apenas um avanço militar israelense. Na verdade, apesar de ele ter seus 900 anos de existência, nos últimos 20 anos o local era uma ocupação de Israel, utilizado como um quartel-general, e por isso sua retomada representa muito mais que apenas um passo à frente para o governo israelense.

“Então é muito simbólico que Israel tenha retomado o castelo, é um recado claro para a população do sul do Líbano [...] É sinal de que os israelenses pretendem ficar de fato muito mais tempo no Líbano”, argumentou.

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