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Análise: terras raras do Brasil elevam poder do país no xadrez político e atraem EUA e China

‘Somos uma espécie de noiva feliz, porque temos dois rapazes com grandes dotes querendo casar com a gente’, brinca Leonardo Trevisan

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Encontro entre Lula e Trump destaca o interesse estratégico do Brasil em terras raras.
  • Os EUA e China buscam estabelecer vínculos com o Brasil devido aos seus recursos minerais.
  • Aumento de 45% nos investimentos chineses em Brasília reflete a relevância do país no cenário global.
  • Brasil visa industrializar a mineração de terras raras para gerar tecnologia e empregos.

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Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump participaram de um encontro na Casa Branca nesta quinta-feira (7). O professor de relações internacionais Leonardo Trevisan, entrevistado pelo programa Conexão Record News, analisou as motivações por trás da reunião.

“Talvez esses famosos ’39 segundos de amor’ entre Trump e Lula tenham nome e sobrenome: terras raras”, disse.


Questão das terras raras tem grande importância na relação atual de Brasil e EUA Reprodução/ Record News - 17.10.2025

Com o avanço tecnológico global que ocorreu na última década, os elementos tornaram-se fundamentais na fabricação de drones, celulares, chips e aviões modernos. A posição do Brasil, que sinaliza uma abertura para discutir a comercialização dos materiais, interessa aos EUA e outras potências internacionais: “Há uma espécie de fantasma nessa reunião. [...] Ele também nome e sobrenome: Xi Jinping”.

Segundo a Câmara de Comércio Brasil-China, Pequim aumentou em 45% os investimentos em Brasília durante 2025. “O Brasil não atrairia 6 bilhões de investimentos chineses se não fosse um país potencialmente interessante [...]. Sem dúvida nenhuma, essa aproximação assusta os americanos. Sem ela, eles não estariam nos tratando da forma como estão”.


“As Américas foram reconhecidas pelos EUA como uma espécie de território deles no novo xadrez político do mundo”, elabora Trevisan, que admite que, apesar de enfrentar um cenário tenso, a rivalidade entre as duas maiores potências do globo é benéfica para os brasileiros: “Somos uma espécie de noiva feliz, porque temos dois rapazes com grandes dotes querendo casar com a gente”.

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A analogia bem-humorada é seguida por uma conclusão estratégica do professor, ao entender que, em tal situação, a melhor alternativa é tirar proveito do foco internacional e criar estrutura para o mercado de mineração de terras raras e tornar-se assim um país ainda mais influente.


“Nós não queremos vender borracha e comprar pneu. Queremos que alguma industrialização desses metais super sofisticados tecnologicamente aconteça aqui. Não queremos que o metal saia da terra e vá embora. [...] Não só para gerar emprego, mas principalmente para trazer tecnologia; isso é fundamental”.

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