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Ao menos 47 soldados de Mianmar morrem em combates com guerrilheiros kokang

Confrontos também deixaram 73 feridos

Internacional|Do R7

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Pelo menos 47 soldados morreram e outros 73 ficaram feridos em Mianmar, a antiga Birmânia, em combates entre o Exército e a guerrilha da minoria étnica kokang no nordeste do país, informou nesta sexta-feira (13) a imprensa estatal.

Segundo o jornal "New Light of Myanmar", os militares sofreram uma emboscada na cidade de Laukkai, no estado Shan, perto da fronteira com a China, onde houve pelo menos 13 enfrentamentos nos últimos dias, que inclusive contaram com bombardeios aéreos.


Cerca de 200 rebeldes kokang tentaram capturar essa cidade nesta quinta-feira (12), coincidindo com a celebração do dia de união nacional, mas seu ataque foi repelido pelo Exército, apesar do uso de armamento pesado e de baterias antiaéreas, acrescentou a publicação.

Os rebeldes kokang iniciaram no dia 9 de fevereiro uma ofensiva para recuperar o território sob seu controle ocupado por tropas governamentais na qual, segundo o jornal "Mianmar Times", contaram com o apoio de outros grupos insurgentes, como o Exército Arakan e o Exército de Libertação Nacional Ta'ang.


Os combates, cuja magnitude levou o Executivo de Mianmar a alertar as autoridades chinesas, foram travados enquanto o governo birmanês negocia um acordo de paz com representantes de diversos grupos armados de outras minorias do país.

O governo birmanês realizou várias reuniões com as guerrilhas das minorias étnicas desde 2011, mas as tensões e os enfrentamentos continuaram, principalmente com o Exército para a Independência Kachin, no norte do país. Quase todas as minorias étnicas birmanesas, que representam mais de 30% dos 53 milhões de habitantes do país, buscam maior autonomia, entre elas os shan, os karen, os rakhine, os mon, os chin e os kayah, além dos kachin. 

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