Brasil pode sofrer um terremoto como o da Colômbia?
Tremores na América do Sul reacenderam o debate sobre a estabilidade geológica da região
Internacional|Do R7
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A América do Sul registrou terremotos devastadores nos últimos meses. Em junho, a Venezuela foi atingida por dois abalos de magnitudes 7,2 e 7,5, que deixaram mais de 6 mil mortos. Nesta segunda-feira (10), a Colômbia registrou um tremor de magnitude 7,4 que já causou mais de 200 mortes.
A sequência de tragédias reacendeu o debate: o Brasil pode sofrer um terremoto de grande escala?
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Segundo especialistas, as chances de um terremoto destrutivo no Brasil são baixas. No entanto, o território brasileiro não está imune à atividade sísmica. O que acontece é que os tremores no país são de baixa intensidade, geralmente abaixo de magnitude 4.
O maior terremoto registrado no Brasil alcançou magnitude 6,2, em 1995, na Serra do Tombador, no Mato Grosso. Apesar da magnitude elevada para padrões nacionais, não houve danos significativos porque a área era pouco habitada.
Outro perigo para o país são os reflexos de abalos em países vizinhos. Nesta segunda-feira, por exemplo, a cidade de Manaus sentiu efeitos do tremor na Colômbia.
Por que o Brasil não é atingido?
O Brasil está situado no centro da Placa Sul-Americana, afastado das zonas de contato e atrito entre grandes placas tectônicas. A localização garante ao território uma estabilidade geológica. Já países como Colômbia e Venezuela estão próximos ao encontro das placas Sul-Americana e de Nazca, o que favorece os tremores.
Mesmo assim, o território brasileiro apresenta abalos. Isso acontece devido às falhas geológicas, que acumulam energia ao longo do tempo e, eventualmente, liberam-na na forma de tremores.
Segundo um mapeamento da USP (Universidade de São Paulo) e da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), as regiões do Brasil mais suscetíveis a atividades sísmicas são Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Ceará e parte do Acre.
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