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Apesar de negociações, retirada de tropas israelenses do Líbano é improvável; veja análise

Cessar-fogo é mantido, mas presença militar israelense no sul do Líbano gera impasse; Hezbollah rejeita negociações diretas

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Líbano e Israel estão negociando, com apoio dos EUA, a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano.
  • Apesar do cessar-fogo, Israel justifica a presença militar para proteger seu território de possíveis ataques do Hezbollah.
  • O Hezbollah rejeita negociações diretas com Israel, complicando a retirada das tropas.
  • O presidente libanês criticou o Irã pelo apoio ao Hezbollah, que possui um braço militar considerado terrorista por diversos países.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Líbano e Israel estão negociando uma proposta apoiada pelos EUA para que tropas israelenses deixem o território libanês. As partes voltaram a se reunir nesta terça (23), em Washington. O cessar-fogo tem sido mantido desde domingo (21), porém, as tropas israelenses ainda estão presentes no sul do Líbano, justificando que isso é necessário para proteger o norte de Israel de possíveis ataques do Hezbollah.

As reuniões devem ser concluídas até esta quinta (25). O grupo terrorista é contra qualquer negociação direta entre o Líbano e Israel. O ministro da Defesa de Israel declarou que o país não se retirará do sul do Líbano, mesmo diante de uma exigência dos Estados Unidos. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel permanecerá no Líbano pelo tempo que for preciso.


Segundo Vitelio Brustolin, pesquisador de Harvard e professor de Relações Internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense), é improvável que Israel se retire, como anunciou, do sul do Líbano, uma vez que o Hezbollah não aceita negociar. “É sintomático que o Hezbollah esteja no Memorando de Entendimento dos Estados Unidos e Irã.” O artigo primeiro do memorando afirma que o Irã e as partes envolvidas [Hezbollah e os Houthis do Iêmen] estão em busca de um cessar-fogo em todas as frentes, incluindo o Líbano.

O presidente libanês, Joseph Aoun, fez uma queixa ao Irã em razão do seu financiamento ao Hezbollah. Este tem um braço político que está no parlamento, e tem um braço militar que é considerado terrorista por vários países, como Israel e Estados Unidos: “É esse braço militar que não cumpre as resoluções da ONU (Organização das Nações Unidas)”, afirmou o pesquisador.

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