Após crise com os EUA, Coreia do Norte volta a disparar mísseis
Lançamento é o primeiro realizado pelos norte-coreanos após teste de míssil em 28 de julho
Internacional|Do R7

A Coreia do Norte voltou a disparar mísseis na manhã de sábado (26), no horário local, informou o Comando dos Estados Unidos no Pacífico nesta sexta-feira (25). Três mísseis foram lançados pelos norte-coreanos, mas, segundo os militares americanos, nenhum deles provocou riscos. Os disparos são os primeiros após crise com os Estados Unidos.
O Comando do Pacífico disse que um deles explodiu quase imediatamente após o lançamento.
O escritório sul-coreano dos Chefes de Estado-Maior Conjunto disse que os projéteis foram lançados a partir da província de Kangwon, no norte, e voou em direção a nordeste, por cerca de 250 km até o mar.
O Comando do Pacífico disse que os mísseis não representam uma ameaça nem para o continente americano nem para a ilha de Guam, seu território no Pacífico. A Coreia do Norte havia ameaçado, no início deste mês, cercar a ilha "em um mar de fogo".
As tensões diminuíram desde a áspera troca de ameaças entre Pyongyang e Washington após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter avisado o líder norte-coreano, Kim Jong-un, de que ele enfrentaria "fogo e fúria" se ameaçasse os Estados Unidos.
O lançamento é o primeiro realizado pelos norte-coreanos após o teste de um míssil em 28 de julho, projetado em tese para atingir 10 000 km (6,200 milhas), colocando partes do território americano ao seu alcance.
O exército do Japão disse que os projéteis não pareciam objetos que poderiam ameaçar a sua segurança.
Os militares sul-coreanos e americanos estão no meio de exercícios defensivos anuais, que a Coreia do Norte rotineiramente descreve como a preparação para a invasão. Os exercícios envolvem simulações computacionais de uma guerra, para testar prontidão e se estenderão até 31 de agosto.
O Departamento de Estado americano não comentou imediatamente os lançamentos de mísseis deste sábado. O secretário de Estado, Rex Tillerson, no início desta semana, ressaltara que a Coreia do Norte estava em retenção, ao não lançar um míssil desde a realização do teste do ICBM no final de julho.
Tillerson havia dito que esperava que a ausência de lançamentos de mísseis ou outros "atos provocativos" de Pyongyang pudessem significar que um caminho poderia ser aberto para o diálogo "em algum momento no futuro próximo".
Trump também expressou otimismo no início desta semana sobre a possível melhoria nas relações. "Eu respeito o fato de que ele está começando a nos respeitar", disse Trump sobre Kim.
A mídia estatal da Coreia do Norte informou no sábado que Kim havia guiado um exercício de desembarque anfíbio e ataque aéreo por seu exército contra alvos modelados para além de ilhas sul-coreanas perto do litoral na costa oeste.
Em um relatório, que carecia da habitual ameaça beligerante norte-coreana contra os Estados Unidos, a agência oficial de notícias KCNA citou Kim ao dizer ao Exército que este "deveria pensar em limpar o inimigo com armas e ocupar de uma só vez Seul e metade da Coreia do Sul".
Tillerson diz que EUA querem dialogar com Coreia do Norte “em algum momento”
Na quarta-feira, Kim ordenou a produção de mais motores de foguete e ogivas de mísseis durante uma visita a um instituto químico da Academia de Ciências da Defesa, uma agência que promoveu seu programa de mísseis balísticos.
Pyongyang estava pressionando, após a construção de um míssil balístico de alcance mais longo, que poderia atingir qualquer parte do continente americano, incluindo Washington.
Também se acredita que o país comandado por Kim esteja desenvolvendo um míssil de combustível sólido que possa ser usado para lançamentos de submarinos.











