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Após fugir por 31 anos, membro da Camorra é preso no Brasil

Pasquale Scotti era considerado o braço-direito de chefão

Internacional|Ansa

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Após quase 31 anos de fuga, um dos membros mais procurados da organização mafiosa Camorra foi preso em Recife nesta terça-feira (26).

Pasquale Scotti, 56 anos, era considerado o "braço-direito" do chefão do grupo napolitano, Raffaele Cutolo, e fugiu de um hospital de Caserta no dia 23 de dezembro de 1984.


Em uma ação organizada pela seção de investigação sobre o crime organizado de Nápoles, com o grupo de Inteligência, a Interpol e as autoridades brasileiras, Scotti foi encontrado na cidade pernambucana.

Não se sabe ainda por quanto tempo ele viveu escondido no Brasil.


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Considerado um dos mais fiéis aliados de Cutolo, o mafioso era chamado de "engenheiro" das ações da Camorra na Itália.


Ele tem uma longa ficha de acusações criminais, que inclui lavagem de dinheiro, homicídio, extorsão e tráfico de drogas e é considerado o fundador do grupo Nova Camorra Organizada.

O sub-grupo foi organizado após uma megaoperação policial que desmantelou parte da máfia e prendeu seu "boss", Cutolo. A fuga de Scotti ocorreu após uma suposta vontade de colaborar com os policiais.


Ele foi detido no dia 17 de dezembro de 1983, em Vaviani, por ser o mandante do assassinato de uma dançarina. Na operação, ele foi ferido na mão e precisou ser internado.

Na véspera do Natal de 1984 ele fugiu do hospital. Logo após a fuga ele começou a ser procurado, mas só em 1990 foi incluído na lista de fugitivos internacionais. 

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